Sexta-Feira, 06 de março de 2026

Postado às 09h00 | 05 Fev 2026 | redação Operação da PF desmonta núcleo de lavagem de dinheiro em esquema de energia solar no RN

Crédito da foto: Divulgação / PF Mandados foram cumpridos no RN, São Paulo e Rio Grande do Sul durante nova fase da operação da Políc

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), uma nova ofensiva contra um esquema milionário de fraude financeira com ramificações no RN. Batizada de Operação Pleonexia II, a ação teve como foco um núcleo especializado em ocultar e movimentar dinheiro obtido ilegalmente por meio de falsos investimentos no setor de energia.

A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de ordens judiciais para bloqueio de bens e valores. As medidas foram autorizadas pela Justiça Federal e executadas em endereços no Rio Grande do Norte, em São Paulo e no Rio Grande do Sul.

De acordo com a investigação, o grupo criminoso captava recursos de investidores com promessas de retornos financeiros muito acima dos praticados pelo mercado. Os aportes eram apresentados como aplicações ligadas à produção e à comercialização de energia, o que não se confirmava na prática.

O aprofundamento das apurações permitiu à Polícia Federal identificar um núcleo responsável por lavar o dinheiro obtido com as fraudes. Esse grupo atuava na ocultação da origem dos recursos e na reinserção dos valores no mercado formal, dificultando o rastreamento pelas autoridades.

Segundo os investigadores, o esquema utilizava empresas de fachada, contratos simulados e negociações fictícias para movimentar o patrimônio ilícito. Parte do dinheiro era convertida na compra e revenda de bens de alto valor, estratégia comum para disfarçar a origem criminosa dos recursos.

 

Apreensões e próximos passos

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos, aparelhos eletrônicos, documentos e anotações financeiras. Todo o material passará por análise técnica para aprofundar as investigações, identificar novos envolvidos e tentar recuperar valores para ressarcir as vítimas.

Os investigados poderão responder por crimes apurados ao longo do inquérito, conforme o avanço das análises e das provas reunidas pela Polícia Federal.

Fonte: NOVO

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