Quarta-Feira, 16 de setembro de 2026

Postado às 09h30 | 16 set 2026 | redação Em sabatina, Cadu de Lula promete contas equilibradas e salário em dia

Crédito da foto: Reprodução Cadu de Lula foi entrevistado pelas jornalistas Emmily Virgílio e Larisse Neves

Da Redação do Jornal de Fato

É possível reequilibrar as contas públicas do estado sem explorar o bolso do contribuinte e sem achatar os salários dos servidores públicos? Para o candidato a governador Cadu Lula (PT), sim. Esse foi o principal ponto de sua entrevista ao Inter 1, da Inter TV Cabugi, afiliada da Globo no Rio Grande do Norte.

Cadu foi titular da Fazenda estadual entre janeiro de 2019 a março de 2026. Foi ele que conduziu o processo de restauração das contas públicas. Quando assumiu a missão, o auditor fiscal de carreira pegou um quadro bem adverso. O estado devia quatro folhas de salários aos servidores, deixadas pelo governo Robinson Faria (PP) e tinha um “rombo” bilionário com prestadores de serviços.

Durante o atual governo, com Cadu comandando a Fazenda, os salários foram atualizados e está em dia, embora nos últimos dias o pagamento da folha tem sido completado no prazo dos cinco dias úteis do mês subsequente. É baseado nessa experiência que o candidato se diz preparado para governar o estado.

Na entrevista conduzida pelas jornalistas Emmily Virgílio e Larisse Neves, Cadu de Lula disse que, se eleito, vai manter os salários em dia e já no segundo ano de gestão o estado voltará a pagar o 13º salário com primeira parcela em junho e a complementação em dezembro. Para isso, alertou, terá que conduzir o processo de reequilíbrio das contas públicas.

Questionado sobre a situação atual, conduzida pelo governo que apoia a sua candidatura, Cadu mostrou os números para garantir que está sendo feita a “coisa certa”. Ele relatou que o estado chegou a ter 64% de comprometimento com despesas de pessoal em 2019 (primeiro ano da gestão Fátima Bezerra) e que o índice teria caído para 53% em julho de 2022, antes de voltar a subir. Segundo ele, o percentual atualmente está em torno de 56% e deve terminar o ano em, aproximadamente, 55%.

Cadu lembrou que viveu um período de quatro meses de salários atrasados, durante a gestão anterior, e disse que não houve parcelamento dos pagamentos durante o período em que participou da gestão estadual. Ele afirmou que, caso eleito, retomará o pagamento dos salários no dia 30. “Eu vivi uns quatro meses de salário atrasado. Eu sei o que isso representa na vida de um trabalhador e no nosso governo isso não aconteceu e não vai acontecer.”

Questionado também sobre atrasos a fornecedores, o candidato afirmou que pretende melhorar a situação e disse que o equilíbrio das contas públicas será uma das prioridades de seu governo.

Cadu afirmou que vai manter uma trajetória de redução do comprometimento da folha sem prejudicar os servidores e relacionou o equilíbrio das contas ao crescimento da arrecadação e da economia. “A gente vai fazer isso sem vilanizar o servidor. A gente não vai governar para trazer prejuízo para o professor, para o médico, para o policial que está nas ruas cuidando da segurança”, garantiu.

As jornalistas questionaram o candidato sobre a sua imagem associada ao aumento do ICMS e sobre como pretende aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Cadu respondeu que a sua atuação à frente da área também envolveu a criação de incentivos fiscais para setores produtivos do estado. Citou como exemplos a indústria salineira, a pesca, a indústria e o comércio. “Eu nunca propus para a governadora aumento de imposto. Pelo contrário, nós fizemos esse programa de incentivos que deu competitividade ao nosso estado”, disse.

Segundo o candidato, o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI) teria contribuído para a criação de empregos. “Nós criamos mais de 70 mil empregos com o Proedi e é isso que a gente vai fazer. A gente vai dar mais condições a quem quer gerar emprego no nosso estado, ficar aqui e gerar emprego para o nosso povo”, prometeu.

 

“Eu tenho orgulho de, antes de ser Cadu de Lula, eu ser Cadu de Fátima”

A segurança pública, que é uma das áreas mais sensíveis, desafiou o candidato Cadu de Lula a apresentar uma posição firme, sem esconder a realidade. Ele reconheceu que os índices de violência registrados em 2025 apresentaram piora em relação ao ano anterior, mas afirmou que os números ainda são melhores que os registrados em 2018.

Ele disse que é possível melhorar a área da segurança e citou propostas como aumento do efetivo da Polícia Militar, a instalação de sistemas de videomonitoramento nos 167 municípios e o fortalecimento das patrulhas Rural e Maria da Penha.

Cadu de Lula destacou que no governo Fátima Bezerra houve avanços importantes na área de segurança, citando, como exemplo, a ampliação do número de Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam). “Nós temos um projeto de tecnologia de videomonitoramento nos 167 municípios para a gente prever esses crimes e elucidar também crimes. Com o monitoramento você vai ter condições de chegar mais facilmente a quem cometeu o delito”, disse.

Questionado se é possível aumentar o efetivo das forças de segurança sem comprometer o equilíbrio fiscal, o candidato citou a necessidade de reequilibrar as contas da Previdência estadual. Ele disse que uma proposta de reequilíbrio prevê aumento da contribuição patronal dos Poderes, sem aumento da alíquota paga pelos servidores. Segundo Cadu, a medida pode reduzir o peso do déficit previdenciário sobre as contas estaduais e abrir espaço para novos investimentos.

Origem

O candidato petista respondeu sobre a estratégia de utilizar o nome “Cadu de Lula” na campanha e, ao mesmo tempo, defende o governo Fátima Bezerra, que tem índices de aprovação menor do que desaprovação. Ele disse ter orgulho de ter sido secretário da governadora e defendeu a trajetória política dela.

“Eu tenho muito orgulho de, antes de ser Cadu de Lula, eu ser Cadu de Fátima. Primeiro pela trajetória de 40 anos que Fátima tem na vida pública e as mãos limpas que ela tem”, concluiu.

 

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