Sexta-Feira, 18 de setembro de 2026

Postado às 10h15 | 18 set 2026 | redação Mossoró tem queda de quase metade da produção de melão em 2025

Crédito da foto: Reprodução A produção de melão na segunda maior cidade potiguar saiu de 8.300 ha para 4.200 ha

Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

Em 2025, o Rio Grande do Norte produziu 362.378 toneladas (t) de melão, uma redução de 28,27% em relação ao produzido em 2024 (505.212 t). No estado, 11 dos 21 municípios onde foi identificada a produção do fruto tiveram recuos no período. A perda mais significativa ocorreu em Mossoró, que reduziu em quase metade a área plantada ou destinada à colheita de melão.

As informações são da pesquisa de Produção Agrícola Municipal (PAM), divulgada nesta quinta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento mostrou que a produção de melão na segunda maior cidade potiguar saiu de 8.300 ha para 4.200 ha.

Como resultado, a quantidade produzida reduziu de 218.373 t em 2024 para 109.200 t no ano seguinte. A perda no período foi de 49,99%.  Mesmo com o recuo, Mossoró permaneceu o maior produtor de melão do País. O fruto foi responsável por 54,98% do valor de produção agrícola do município em 2025.

No ano anterior, o melão respondeu por 77,69% do valor da produção agrícola mossoroense.  Quarto maior produtor de melão do estado, Apodi também reduziu a área plantada com o fruto (de 2.000 ha para 700 ha). Com isso, a produção caiu de 61.502 t em 2024 para 21.700 t em 2025 (-64,72%).

PRODUÇÃO AGRÍCOLA

No ano passado, a produção agrícola do Rio Grande do Norte superou a marca de R$ 3,92 bilhões em valor de produção, um aumento de 8,65% em relação ao ano anterior (R$ 3,61 bilhões). No ranking dos produtos agrícolas com maior participação no valor de produção, a cana-de-açúcar (19,36%) figurou em primeiro lugar, seguida pela banana em cacho (18,62%) e pelo melão (18,51%).

Entre os municípios potiguares, Baraúna liderou em valor de produção (R$ 415 milhões), representado principalmente pelas produções de melão, de mamão e de banana. Alto do Rodrigues veio em segundo lugar (R$ 354 milhões), com produções expressivas de banana, de mamão e de coco-da-baía. Touros completa o pódio (R$ 235 milhões), com banana, abacaxi e batata doce entre os principais produtos agrícolas.

Goianinha se destacou na produção de cana-de-açúcar, responsável por 97,96% de todo valor de produção agrícola gerado no município (R$ 191 milhões). A cultura da cana também predominou em Baía Formosa, onde 99,28% do valor de produção veio do produto (R$ 148 milhões), e em Canguaretama, onde 97,15% do valor de produção veio da cana-de-açúcar (R$ 122 milhões).

A pesquisa da Produção Agrícola Municipal investiga os principais produtos das lavouras temporárias e permanentes do país, abrangendo informações sobre área plantada e colhida, quantidade produzida, rendimento médio e valor da produção. Seus resultados permitem acompanhar o desempenho das culturas de maior importância econômica e social, tanto para o abastecimento interno quanto para as exportações, além de analisar a distribuição espacial da produção agrícola brasileira.

A pesquisa produz informações para o Brasil, Grandes Regiões, Unidades da Federação e municípios, possibilitando identificar os principais polos produtores e a participação das culturas agrícolas nas economias regional e nacional. A PAM também consolida dados de culturas com múltiplas safras obtidos pelo Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) e complementa outras pesquisas do IBGE voltadas ao setor agropecuário, contribuindo para o monitoramento e planejamento da atividade agrícola no país.

 

RN se destaca na castanha de caju

Além de ser o maior produtor nacional de melão, o Rio Grande do Norte foi segundo maior produtor de castanha de caju do Brasil, com 19.640 toneladas produzidas em 2025, que geraram mais de R$ 105 milhões para os produtores. A liderança nacional permaneceu com o Ceará e o Piauí ficou em terceiro lugar. 

Entre os municípios, Serra do Mel, no Oeste Potiguar, foi o terceiro maior produtor de castanha de caju do País, com 8.512 t produzidas e R$ 53,2 milhões em valor de produção. No Brasil, a castanha de caju sofreu baixas em 2025, com oito dos 11 estados produtores apresentando recuo na produção na comparação com 2024. Com o resultado, o valor de produção a nível nacional reduziu para R$ 572,4 milhões, uma queda de 22,60%.

No RN, a redução foi de 35,76% na quantidade e 28,01% no valor de produção. O Rio Grande do Norte também se destacou nacionalmente em outras culturas agrícolas, figurando em quarto lugar na produção de fava, de mamão e de melancia, em quinta posição na produção de maracujá e em sexto lugar na produção de batata doce e de manga.

 

Milho verde e abóbora estão entre as novas culturas investigadas

O Rio Grande do Norte produziu 21.351 toneladas de abóbora e 14.873 t de milho verde em 2025. Os produtos estão entre as 14 novas culturas que o IBGE começou a investigar no último ano na pesquisa de Produção Agrícola Municipal. Além da abóbora e do milho verde, acerola, pimentão, alface e graviola estão na lista e foram identificadas no estado.

A cultura do milho verde foi observada em 76 municípios potiguares. Santo Antônio, na região Agreste, produziu 3.120 t, que renderam R$ 7,8 milhões em valor de produção ao município. Touros (1.282 t), Vera Cruz (1.240 t) e Baraúna (1.228 t) também tiveram produções relevantes.

Em todo o estado, o milho verde gerou mais de R$ 35 milhões em valor de produção aos agricultores. Já a abóbora apareceu em 37 municípios potiguares. Baraúna, na região Oeste, teve a maior produção: 9.055 t, que geraram mais de R$ 8,6 milhões em valor de produção. Touros (5.853 t).

 

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