Sábado, 11 de julho de 2026

Postado às 14h30 | 11 jul 2026 | redação Cesta básica em Mossoró tem redução em junho após meses de alta

Crédito da foto: Ilustrativa A Cesta Básica Essencial encerrou o mês em R$ 606,37

Por Edinaodo Moreno / Jornal de Fato

 

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) divulgou o mais recente Índice Cesta Básica Essencial (ICBE) registrando redução média de 4,5%, com diminuição de custos em 3 das 4 cidades pesquisadas. Em Mossoró, a queda interrompeu uma trajetória de quatro meses consecutivos de alta. A Cesta Básica Essencial encerrou o mês em R$ 606,37.

De acordo com o último ICBE, a retração foi de 4,4% no mês passado. Ainda assim, o acumulado do ano (16,2%) e dos últimos 12 meses (8,7%) revela que essa queda pontual não reverte a pressão inflacionária. Metade dos itens registrou aumento — com farinha, leite e banana como principais altas —, enquanto tomate, margarina e arroz atuaram puxando o índice para baixo.

Ainda segundo a pesquisa, chama atenção a disparidade espacial entre as zonas da cidade: a diferença de R$ 114,83 entre a zona sul (mais cara, R$ 687,68) e a zona centro (mais barata, R$ 572,85).

O panorama regional mostra clara desigualdade entre os municípios: capitais litorâneas tendem a apresentar cestas mais caras, enquanto o interior do Rio Grande do Norte e Juazeiro/BA mantêm valores mais baixos, sugerindo maior custo de vida nos grandes centros urbanos. Quanto à variação mensal, predomina uma tendência de queda de preços na maior parte da região, com exceções pontuais de alta em poucos municípios — entre os potiguares, apenas Angicos destoa da tendência geral de redução observada nas demais cidades do RN.

Entre maio e junho de 2026, a maioria dos alimentos básicos registrou queda de preços segundo o DIEESE — café, açúcar e óleo de soja caíram na maior parte das cidades, impulsionados pelo avanço das safras e maior oferta —, enquanto batata, tomate, arroz e leite integral apresentaram comportamento misto, com altas em algumas capitais e quedas em outras, refletindo fatores como clima, oferta regional e variação na demanda. Já carne bovina e feijão subiram na maioria dos municípios, puxados por forte exportação, redução da área plantada e adversidades climáticas nas safras.

No acumulado de 12 meses, o quadro se mantém heterogêneo: café e açúcar caíram de forma generalizada, enquanto batata, carne bovina e feijão tiveram aumentos expressivos e disseminados, e itens como tomate e arroz mostraram trajetórias divergentes entre as capitais.

OUTRAS CIDADES

Em Angicos/RN, o comportamento é oposto aos demais municípios com cinco meses seguidos de alta, fechando em R$ 639,76 (+1,1% no mês). Os acumulados de 22,7% no ano e 15,6% em 12 meses são os mais elevados entre os quatro municípios analisados, indicando que Angicos enfrenta a pressão inflacionária mais persistente. A alta é puxada por farinha, leite e óleo de soja, ao passo que banana, açúcar e café ofereceram algum alívio.

Em Caraúbas/RN, observa-se um padrão de correção após dois meses de alta: a cesta caiu 6,4% no mês, para R$ 596,16. Apesar da retração recente, o acumulado de 11% no ano ainda é expressivo, embora o indicador de 12 meses (3,3%) seja o mais baixo entre os municípios avaliados. Novamente farinha aparece como item de alta relevante, junto a banana e açúcar, enquanto tomate, óleo de soja e margarina recuaram.

Em Pau dos Ferros/RN, após seis meses ininterruptos de alta, a cesta caiu 8,5% no mês, fechando em R$ 561,52, o menor valor entre as quatro localidades. Essa correção intensa é associada aos acumulados mais moderados do ano (8,9%) e dos últimos 12 meses (8,1%). Dos itens pesquisados, cinco tiveram alta — liderados por óleo de soja, banana e pão francês —, enquanto tomate, leite integral e feijão recuaram.

RESULTADO MENSAL DE 2026

JUNHO: -4,4%

MAIO: +3,9%

ABRIL: +6,3%

MARÇO: +3,6%

FEVEREIRO: +7,0%

JANEIRO: -0,8%

Fonte: Ufersa

 

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