Quinta-Feira, 12 de março de 2026

Postado às 13h30 | 16 Dez 2025 | redação Exportações potiguares para o Mercosul crescem 13% em 2025

Crédito da foto: Reprodução Melão produzido na região de Mossoró

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

O mais recente boletim divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação do Rio Grande do Norte (SEDEC/RN) apontou que o Rio Grande do Norte ampliou de forma expressiva sua presença comercial no Mercosul entre janeiro e novembro de 2025, consolidando o bloco como parceiro estratégico para o desenvolvimento econômico do estado. As exportações do RN para o mercado regional registraram crescimento de 13%, alcançando US$ 7 milhões.

De acordo com o levantamento, no período analisado, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — ultrapassou US$ 75 milhões, impulsionada tanto pela expansão das vendas externas quanto, principalmente, pela forte demanda potiguar por insumos provenientes dos países vizinhos.

Conforme a Sedec/RN, esse crescimento reflete a recuperação e a consolidação de setores tradicionais da economia potiguar, em especial o têxtil e o fruticultor, que seguem ocupando papel central na pauta de vendas externas do RN para o bloco. Os tecidos de algodão se mantiveram como o principal produto exportado, seguidos pelos melões frescos, que reafirmam a competitividade da fruticultura potiguar em mercados regionais.

O estudo mostra que Argentina e Paraguai absorveram a maior parte dos produtos enviados pelo estado, enquanto o Uruguai também ampliou sua participação. O Uruguai se consolidou como destino relevante, embora com menor participação relativa, contribuindo para ampliar o alcance e a diversificação geográfica dos produtos potiguares no Mercosul. Esse movimento demonstra a capacidade do estado de consolidar nichos específicos dentro do bloco e de fortalecer sua inserção em cadeias produtivas regionais.

Das exportações remetidas ao Paraguai, destacaram-se principalmente os produtos têxteis, entre eles tecidos de algodão e outras variações, além de itens do segmento de confeitaria, como caramelos, confeitos, drops, pastilhas e produtos semelhantes sem cacau, além de gomas de mascar, mesmo revestidas de açúcar. Dentro desse grupo, o Paraguai concentrou o maior volume de aquisições ao longo de 2025.

No caso da Argentina, a pauta de importação de produtos potiguares apresentou maior diversidade, abrangendo mercadorias dos segmentos alimentício, têxtil e energético, como melões frescos, tecidos de algodão e gasóleo (óleo diesel). Cabe destacar que, em 2025, a Argentina figurou como o segundo maior comprador do gasóleo produzido no Rio Grande do Norte, atrás apenas do Japão.

As operações comerciais firmadas com o Uruguai se concentraram sobretudo na aquisição de tecidos de algodão, além de outras frutas e partes de plantas preparadas ou conservadas, incluindo frutas de casca rija e sementes beneficiadas.

O resultado acumulado de 2025 demonstra que a integração econômica com o Mercosul fortalece a competitividade do RN, assegura o abastecimento de insumos críticos e amplia oportunidades para empresas potiguares em mercados de alto potencial.

Para a Sedec, o momento é estratégico para aprofundar ações de inteligência comercial, diversificação de mercados e fortalecimento institucional, com foco na consolidação do estado nas cadeias de valor sul-americanas.

Essas e outras análises detalhadas sobre o desempenho do comércio exterior potiguar podem ser consultadas na Nota Técnica disponível no site oficial da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

RETRANCA

Importações avançam 57% e Mercosul se consolida como principal fornecedor de insumos ao RN

No campo das importações, a ampliação do fluxo comercial foi ainda mais significativa. O Rio Grande do Norte importou do Mercosul US$ 68,2 milhões entre janeiro e novembro de 2025, o que representa um acréscimo de 57,1% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior.

A Argentina permaneceu como o grande fornecedor, destacando-se pelos produtos essenciais à cadeia produtiva potiguar, como trigo e misturas de trigo com centeio, amplamente utilizados pela indústria alimentícia regional. Além disso, itens como queijo tipo muçarela e lulas congeladas reforçam a importância do Mercosul para o abastecimento do mercado interno potiguar.

De acordo com análise da Sedec, esse incremento reflete o dinamismo da economia estadual e o fortalecimento das cadeias produtivas locais. O bloco se tornou, segundo a equipe técnica, o maior fornecedor de insumos para a indústria de alimentos do RN, desempenhando papel central na expansão de setores como o de biscoitos e bolachas, que dependem diretamente do trigo importado do Mercosul.

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