A confecção de artigos do vestuário e acessórios ficou em destaque, com crescimento de 101,2%
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional (PIMPF Regional), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a produção industrial de três dos quatro setores pesquisados no Rio Grande do Norte voltou a crescer no mês de março, após um mês de fevereiro com números negativos. O levantamento foi publicado pelo órgão federal nesta quarta-feira (13).
Segundo o boletim mais recente, a confecção de artigos do vestuário e acessórios ficou em destaque, com crescimento de 101,2%. As indústrias extrativistas tiveram aumento de 12,6% na produção, e a fabricação de produtos alimentícios acompanhou com crescimento de 3,0%. A base de comparação é março do ano passado.
O único setor que manteve cenário de baixa na produção foi o de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com queda de 21,1%. Com o resultado, a indústria geral do estado somou recuo de 5,1%.
"A produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e camisas e blusas de uso feminino puxou o crescimento no setor de vestuário, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo local. Quanto ao setor de alimentos, a produção de balas e outros confeitos sem cacau e de sal refinado e iodado influenciaram o comportamento positivo do setor”, explicou Bernardo Almeida, analista da pesquisa.
A Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) Divulgação Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativas e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 17 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 0,5% no total do valor da transformação industrial nacional e para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste. A próxima divulgação está programada para o dia 10 de junho.
ACUMULADA
Apesar dos resultados positivos observados em março, o cenário acumulado no primeiro trimestre de 2026 é de queda na produção na maioria das atividades industriais do RN, na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso inclui as indústrias extrativistas (-9,5%), a fabricação de produtos alimentícios (7,3%) e a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-30,6%). O único crescimento acumulado no ano foi observado na confecção de artigos do vestuário e acessórios (36,9%).
Como resultado, a indústria geral do Rio Grande do Norte acumulou o recuo mais intenso no ano no país com -19,2%, pressionado, principalmente, pelo comportamento negativo vindo da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel).
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