Dinheiro em caixa
Apesar do avanço dos meios digitais de pagamento, o dinheiro vivo segue relevante no varejo físico de São Paulo. Em maio de 2026, 21,5% de todas as transações foram pagas em espécie, segundo o Indicador HYPR de Meios de Pagamento no Varejo. A participação é mais de quatro vezes superior à do Pix, que representou 5,5% das compras no período.
Os cartões concentram a maior parte das transações: débito e crédito responderam juntos por 61,4% das compras em maio. Na série observada entre novembro de 2025 e maio de 2026, a participação do dinheiro caiu de 23,3% para 21,5% — uma redução de 1,8 ponto percentual, que confirma uma mudança gradual, mas distante de um desaparecimento da espécie no ponto de venda.
A presença do dinheiro é mais forte nas compras de menor valor. Nas transações de até R$20, ele responde por quase 30% dos pagamentos, enquanto sua participação cai para 13,8% nas compras acima de R$500. O comportamento indica que o consumidor ainda recorre à espécie para despesas cotidianas e rápidas, migrando para cartões à medida que o valor da compra aumenta.
O Pix, por sua vez, avançou de 4,8% para 5,5% das transações entre janeiro e maio de 2026. Embora o crescimento seja consistente, sua participação ainda é pequena no varejo físico. O indicador observa que parte dos pagamentos por QR Code pode estar registrada em códigos fiscais residuais, o que torna a estimativa do Pix conservadora.
“O dinheiro vivo ainda faz parte da rotina de compras do brasileiro, especialmente nas transações de menor valor. À medida que a compra fica mais cara, o cartão de crédito ganha espaço. O lançamento do índice HYPR é justamente para acompanhar esse comportamento na prática, a partir das transações reais, e mostrar como os hábitos de pagamento estão mudando no varejo.”, afirma Mateus Lambranho, sócio da HYPR.
O Indicador HYPR é construído a partir da totalidade de notas fiscais eletrônicas de consumidor (NFC-e) emitidas por estabelecimentos cobertos pela base HYPR no varejo físico paulista. A iniciativa analisa o meio de pagamento efetivamente utilizado em cada compra e, a partir da próxima edição, passará a ter publicação trimestral e alcance nacional. As transações são captadas em todos os tipos de estabelecimentos, incluindo supermercados, mercearias, farmácias e lojas de conveniência.
Sobre a HYPR
Fundada em 2020, a HYPR construiu uma estrutura de locais e transações para estimar e impulsionar a demanda de bens de consumo em regiões e pontos de venda específicos. Atendendo a agências de publicidade e a grandes anunciantes, a HYPR faturou R$ 70 milhões em 2025 e prevê atingir a marca de R$ 100 milhões em 2026
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