Postado em  28/08/2014 - 12:07

Sesap debate a saúde de indígenas e ciganos do RN

O público pode conhecer as ações e serviços que a Sesap tem feito em cada Região de S
Os debates desta quarta-feira (27) no “I SIEQuidade: Semana de capacitação para o fortalecimento da Equidade em saúde no Rio Grande do Norte”, trouxeram os problemas relacionados a saúde pública que os ciganos e povos indígenas enfrentam no estado e o trabalho que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Coordenadoria de Promoção a Saúde, tem feito para diminuir essas iniquidades do Sistema Único de Saúde, através da organização e fortalecimento das Redes de Atenção à Saúde.

O público pode conhecer as ações e serviços que a Sesap tem feito em cada Região de Saúde e como estão estruturadas as Redes Temáticas (Cegonha, Atenção Psicossocial, de Atenção as Urgências e Emergências, de Atenção as Doenças Crônicas e de Cuidado a Pessoa com Deficiência) de Atenção a Saúde no estado e o quanto estas redes ampliam os diálogos com os usuários, trabalhadores e gestores do SUS.
 
Adriano Andrade representante da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde e coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Potiguara da Paraíba falou das lutas e força do controle social dos povos indígenas e de como os 34 distritos que temos hoje no país se articulam com as secretariais estaduais e municipais para prestar a assistência a saúde dessa população.

Atualmente no Brasil, segundo dados do IBGE (2010), há uma população de 817 mil índios, distribuídos em todos os 27 estados e Distrito Federal. O Rio Grande do Norte conta com 2.597 indígenas residindo em 98 municípios, tendo representação em todas as oito Regiões de Saúde. “A Funai, a Sesai e a Sesap tem trabalhado para mudar essa triste realidade de invisibilidade da nossa população e já estão finalizando os trâmites para instalar DSEIs no RN”, disse Martinho Andrade, da Fundação Nacional do Índio (Funai).

A temática cigana foi exposta pelas representantes de povos ciganos Cris Ruas e Diana Rorani e Maria do Carmo, da Pastoral Nômade. “Geralmente os ciganos procuram atendimento quando não aguentam mais os sintomas das doenças a que são acometidos. Por causa da cultura cigana, os maridos não permitem que suas mulheres se consultem com profissionais homens, apenas com mulheres. O princípio da Equidade no SUS nos garante esse direito, mas os profissionais de saúde não respeitam. Na tentativa de evitar constrangimentos os ciganos evitam ir ao médico”, falou Diana Rorani.    
 
O evento que está sendo promovido pela Subcoordenadoria da Informação, Educação e Comunicação da Sesap acontece até amanhã (29) no Praiamar Hotel, em Ponta Negra, das 9h às 17h. Nesta quinta-feira serão trabalhados a Política Nacional de Promoção a Saúde e como o SUS está cuidando da população em situação de rua e LGBTs. 

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