Quinta-Feira, 08 de outubro de 2026

Postado às 10h15 | 08 out 2026 | redação Polícia libera fotos dos supostos mandantes do atentado contra Cabo Deyvison

Segundo a Polícia Civil do RN, tratam-se de Francisco Thiago, conhecido como “Euro”, apontado como integrante do Comando Vermelho no Ceará, e Ruan Tales, conhecido como “Chaves”, que seria integrante da mesma organização no Rio Grande do Norte

Crédito da foto: Reprodução / PCRN 'Euro' e 'Chaves' teriam autorizado o ataque contra o vereador Cabo Deyvison

Da Redação

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte chegou à conclusão de que dois integrantes da facção criminosa Comando Vermelho são os mandantes do atentando contra o vereador de Mossoró, Cabo Deyvison (PL). As identidades foram reveladas e a Justiça decretou a prisão dos acusados, que estão foragidos.

Segundo a PCRN, tratam-se de Francisco Thiago, conhecido como “Euro”, apontado como integrante do Comando Vermelho no Ceará, e Ruan Tales, conhecido como “Chaves”, que seria integrante da mesma organização no Rio Grande do Norte. Segundo a investigação, os dois teriam coordenado a ação, enquanto outros suspeitos participaram diretamente da execução.

Os mandados de prisão preventiva foram expedidos em 17 de setembro, quando o processo ainda tramitava em sigilo. Após a conclusão das principais diligências, o inquérito apontou seis pessoas indiciadas por envolvimento no atentado. Um sétimo suspeito, conhecido como União, continua sendo investigado por possível participação na coordenação.

De acordo com as investigações, o atentado contra Deyvison teria sido planejado previamente, com parte das tratativas ocorrendo em um grupo de WhatsApp chamado “Missão”. Os investigadores analisaram imagens de videomonitoramento, depoimentos, reconhecimentos, impressões digitais, perícias balísticas, armas e munições apreendidas, além de dados telemáticos e mensagens. Dois suspeitos (José Antônio da Costa e Vinicius Gabriel da Silva Freitas) foram presos no Ceará enquanto tentavam fugir, e outro teve a prisão preventiva cumprida em 24 de junho.

A Polícia Civil acredita que a atuação pública do vereador contra organizações criminosas e suas lideranças pode estar relacionada à motivação do crime, hipótese que ainda será analisada pelas autoridades. O inquérito com os seis indiciados foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, enquanto as diligências continuam para esclarecer a participação de “União” e de possíveis outros envolvidos.

O caso

O vereador Cabo Deyvison sofreu o ataque na noite do dia 15 de junho de 2026. Ele fazia uma transmissão ao vivo na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, zona leste, para denunciar o descaso com a saúde pública de Mossoró. Naquele momento, três homens armados chegaram em um Toyota Corolla preto e atiraram. O vereador foi atingido nas pernas e sobreviveu. Ele foi socorrido ainda na UPA e depois transferido para o Hospital Regional Tarcísio Maia. Seu assessor e amigo, Alyson Diego, foi atingido com tiro na nuca e morreu no local.

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