Quinta-Feira, 20 de agosto de 2026

Postado às 09h45 | 20 ago 2026 | redação Operação Última Chamada recupera quase 700 aparelhos celulares no RN

Crédito da foto: Polícia Civil Polícia Civil recuperou celulares roubados durante a Operação Última Chamada

Da Redação

A Operação Última Chamada, realizada entre os dias 10 a 18 deste mês, recuperou 694 aparelhos celulares com registro de roubo ou furto no Rio Grande do Norte. O trabalho da Polícia Civil integra uma ofensiva de caráter nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), com o objetivo de combater os crimes patrimoniais e desarticular a cadeia de receptação e comércio de dispositivos eletrônicos de origem ilícita.

A Polícia Civil vasculhou o comércio e pontos de comercialização de eletrônicos, principalmente aqueles que concentram venda de aparelhos celulares. A operação utilizou dados consolidados do Banco Nacional de Celulares com Restrição (BNCR), ferramenta federal que reúne dados relacionados a aparelhos eletrônicos com restrição de uso. O sistema amplia a capacidade das forças de segurança de identificar e rastrear dispositivos que, após serem roubados ou furtados, passam a circular por municípios e estados diferentes do local da ocorrência do crime.

Foram adotadas diferentes frentes de atuação, envolvendo o envio de notificações por canais digitais, a realização de buscas ativas e a fiscalização de estabelecimentos comerciais. Parte dos aparelhos foi recuperada por meio da entrega voluntária realizada por pessoas que receberam as notificações e compareceram às unidades policiais. As equipes também realizaram diligências nos endereços de pessoas que não apresentaram os dispositivos mesmo após a notificação.

As ações foram direcionadas também para estabelecimentos comerciais que atuam na compra e venda de aparelhos eletrônicos. As fiscalizações tiveram como objetivo verificar a procedência dos dispositivos comercializados e identificar possíveis aparelhos de origem ilícita.

A partir dos dispositivos localizados e das informações obtidas durante a operação, a Polícia Civil busca aprofundar as apurações para identificar possíveis envolvidos nas diferentes etapas da cadeia criminosa, incluindo receptação, desbloqueio, transporte e comercialização de aparelhos roubados ou furtados.

 

Etapas

A recuperação dos aparelhos abre uma nova fase no inquérito policial. A partir da localização dos dispositivos e das informações colhidas com os portadores, a Polícia Civil aprofundará as investigações para mapear e responsabilizar os envolvidos em outras etapas da cadeia criminosa, incluindo o roubo original, receptação qualificada, transporte interestadual, serviços de desbloqueio de sistemas de segurança e revenda clandestina.

Os legítimos proprietários dos aparelhos recuperados serão notificados pelas delegacias competentes para reaver os bens. A Polícia Civil reforça que informações que possam colaborar com a identificação de receptadores e assaltantes podem ser repassadas de forma anônima e sob sigilo por meio do Disque Denúncia, no telefone 181.

 

Lei aumenta pena para furto de celulares

Está em vigor, desde maio deste ano, uma lei que endurece penas para crimes como furto e roubo de celulares, e reforça punição a crimes virtuais — como golpes na internet e fraudes bancárias.

A lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foca principalmente no dia a dia das pessoas, com punições mais duras a delitos que têm aumentado nos últimos anos. O objetivo é responder a essas situações com maior rigor. 

A legislação endurece as punições para furto de celulares — crime que tem crescido por facilitar outros delitos e fraudes, com o acesso a aplicativos de bancos —, e passa a considerar práticas criminosas mais recentes, como furto de animais domésticos.

No crime de estelionato a nova lei criou a tipificação específica de “cessão de conta laranja”, com pena de 1 a 5 anos de reclusão. O delito é definido como empréstimo gratuito ou com pagamento de conta bancária para a movimentação de recursos destinados à atividade criminosa.

Antes, a conduta era associada ao crime de estelionato. Com a lei, passa a ter previsão autônoma no Código Penal. A atualização da lei acompanha a mudança no perfil dos crimes no país, cada vez mais ligados ao ambiente digital.

A lei aumenta a pena de reclusão em caso de furto:

- Como era: reclusão de 1 a 4 anos.

- Como ficou: reclusão de 1 a 6 anos.

- Se o crime for praticado no período noturno, a pena é aumentada de metade. Antes o aumento era de um terço.

 

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