Sexta-Feira, 06 de março de 2026

Postado às 18h30 | 21 Out 2025 | redação Beira-Mar é 'influência negativa' para outros presos em penitenciária federal

Crédito da foto: Reprodução Narcotraficante Fernandinho Beira-Mar está preso há quase 20 anos

Um relatório da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) aponta que o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, é uma "influência negativa sobre a massa carcerária". A anotação no documento — que tem atualização anual — é datada de 5 de fevereiro de 2021 e destaca que Beira-Mar "está sempre tentando manipular e coagir outros internos", usado para isso "oferta de ajuda financeira". Beira-Mar foi o primeiro detento do sistema penal federal, tendo inaugurado a unidade de Catanduvas, no Paraná, em 2006, e está desde então em penitenciárias federais de segurança máxima.

No histórico prisional, uma informação de 2018, produzida pela inteligência da Senappen, garantia que, de 2014 a 2016, época em que esteve na penitenciária de Porto Velho, em Rondônia, ele continuava “cometendo crimes, burlando as rígidas regras de segurança das unidades federais” e utilizava “parentes, inclusive advogados, para dar continuidade a suas atividades criminosas”.

O EXTRA teve acesso com exclusividade ao histórico, que sintetiza a existência de relações entre os internos e da prática de crimes extramuros, apesar do rigor no monitoramento das unidades. Essa situação começou a ser contada neste domingo, no primeiro capítulo da série de reportagens Conexões do Crime, que explica como o Comando Vermelho (CV) tem criado alianças e expandido franquias Brasil afora para fazer frente ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Órgãos de segurança pública fluminenses já identificam a presença de traficantes de 13 estados em territórios sob domínio do Comando Vermelho no Rio. O Pará é o principal deles, com 78 criminosos identificados pela Polícia Civil e escondidos nos grandes complexos cariocas.

Em resposta à publicação do primeiro capítulo da série Conexões do Crime, a Secretaria Nacional de Políticas Penais afirmou que “não há qualquer comunicação que não seja monitorada dentro de uma penitenciária federal, todas mediante autorização judicial, sendo as interações acompanhadas em tempo real por policiais penais federais, que atuam com elevado padrão técnico e estrito cumprimento da Lei de Execução Penal”. Além disso, destacou-se que “as penitenciárias federais foram criadas com o propósito de neutralizar a comunicação e a influência de lideranças criminosas, com base em isolamento individual, monitoramento integral e controle disciplinar rigoroso”. Leia a nota aqui.

Fonte: EXTRA

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