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Postado às 10h34 | 09 Sep 2016 | Cesar Santos No Rio Grande do Norte 52,55% dos eleitores são mulheres

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esde o pleito de 2000, o número de mulheres eleitoras ultrapassa o de homens. Mas, nas eleições municipais de 2016, pela primeira vez, o eleitorado feminino será maior que o masculino nos 26 estados onde haverá votação no dia 2 de outubro (não haverá eleição no Distrito Federal e em Fernando de Noronha).

O Brasil possui, atualmente, mais de 144 milhões de votantes, sendo 75.226.056 mulheres cadastradas na Justiça Eleitoral – 6,4 milhões a mais que homens. Rio de Janeiro, com 53,48%, Pernambuco, com 53,42%, e Alagoas, com 53,22%, são os estados que possuem mais eleitoras nas eleições de 2016. Já Tocantins (50,03%), Mato Grosso (50,24%) e Pará (50,24%) são as unidades da Federação onde a diferença entre mulheres e homens é menor.
No Rio Grande do Norte, estado pioneiro no reconhecimento do voto feminino, 52,55% dos eleitores são mulheres.

Os números sobre o eleitorado feminino, a cada eleição maiores, mostram uma evolução na participação das mulheres como cidadãs. Em 2008, havia uma maioria feminina no universo de 130 milhões de eleitores. Do total, 51,7% eram mulheres.

No pleito de 2010, elas somaram 51,82% dos 135 milhões de eleitores. Já nas eleições de 2012, as mulheres representaram 51,9% dos 140 milhões de eleitores. Em contrapartida, apenas 31% dos candidatos das eleições de 2016 são mulheres.

Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pela primeira vez, em âmbito nacional, votou e foi votada. A luta por essa conquista durou mais de 100 anos, pois o marco inicial das discussões parlamentares em torno do tema começou em meados do século XIX.
Em 1927, o Rio Grande do Norte colocou em vigor lei eleitoral que determinava, em seu artigo 17, que no estado poderiam “votar e ser votados, sem distinção de sexos”, todos os cidadãos que reunissem as condições exigidas pela lei. Assim, o estado ingressou na história do Brasil como pioneiro no reconhecimento do voto feminino.

Em 3 de maio de 1933, na eleição para a Assembleia Nacional Constituinte, a mulher brasileira, pela primeira vez, em âmbito nacional, votou e foi votada. A luta por essa conquista durou mais de 100 anos, pois o marco inicial das discussões parlamentares em torno do tema começou em meados do século XIX.
A professora potiguar Celina Guimarães Viana é considerada a primeira eleitora do país. Desde que ela conseguiu seu registro para votar, em 1928 (em Mossoró), a participação feminina no processo eleitoral brasileiro se consolidou. No entanto, o número de mulheres candidatas ainda é muito pequeno.
 

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