Quarta-Feira, 13 de May de 2026

Postado às 15h02 | 31 Aug 2016 | Cesar Santos Impeachment vira 'página negra' na história do paí­s, diz Cunha

Ex-presidente da Cámara acatou o pedido de impeachment

Crédito da foto: Cámara dos Deputados Deputado afastado Eduardo Cunha: "virar a página"

O deputado afastado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou, em nota divulgada na tarde desta quarta-feira (31), que o impeachment de Dilma Rousseff "vira uma página negra na história do país" e desejou "sucesso" ao governo de Michel Temer, vice que assumirá a presidência da República.

"Esperamos que o fim desse processo possa virar uma página negra na história deste país, com o afastamento também das nefastas práticas desse governo afastado, e desejamos sucesso ao novo governo que se instala a partir de hoje de forma definitiva", diz a nota de Cunha.

O plenário do Senado aprovou nesta tarde, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas "pedaladas fiscais" no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional.

Na nota, Cunha afirma ter papel de "protagonista" do impeachment, por ter acolhido a denúncia que resultou na abertura do processo no Congresso, e diz que as votações "atestam a lisura" dos atos dele. 

Cunha foi duramente criticado por Dilma e pelo advogado dela, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, durante a defesa no Senado. Eles o acusaram ter aceitado a denúncia por vingança, após o PT decidir votar pela cassação de Cunha no Conselho de Ética da Câmara – onde o deputado afastado responde a processo por quebra de decoro parlamentar, porque teria mentido na CPI da Petrobras.

Na nota desta quarta, Cunha rebateu as acusações de Dilma e Cardozo. "As tentativas da ex-presidente e da sua defesa, através de afirmações falsas de me atribuir qualquer culpa no processo, visa a esconder o fato de que não houve razões suficientes da defesa para inocentá-la do crime de responsabilidade."  

Trauma

O ex-presidente da Câmara lamentou que a "jovem democracia" brasileira "tenha que passar pelo trauma de mais um afastamento de um presidente da República".

Em maio, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o mandato de Cunha e o afastou da presidência da Câmara dos Deputados.

Os ministros apontaram que Cunha usou o cargo para prejudicar as investigações da Lava Jato e o andamento do processo de cassação que responde no Conselho de Ética da Câmara. O deputado é réu e alvo de investigações na operação.  

Em julho, Cunha renunciou ao cargo de presidente da Câmara, e a votação para decidir se o deputado terá o mandato cassado está prevista para o dia 12 de setembro.

Fonte: Ge- Brasília

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