Senadora resolveram afastar a pena de inabilitação
Na mesma sessão em que o Senado Federal decidiu cassar a agora ex-presidenta Dilma Roussef também foi mantido os direitos políticos dela. Por 42 votos favoráveis e 36 contra, os senadores resolveram por afastar a pena de inabilitação para o exercício de cargo público.
Na votação, também foram registradas três abstenções. Segundo a Agência Brasil, acompanhada de aliados e ex-ministros, Dilma Rousseff acompanhou o desfecho de seu processo de impeachment no Senado no Palácio da Alvorada. Ela deve fazer em breve uma declaração à imprensa. Dilma será formalmente notificada sobre o resultado.
Ela não deve responder a perguntas de jornalistas, segundo a assessoria, e focar no enfraquecimento da democracia brasileira após os senadores decidirem pela perda de mandato da presidenta afastada.
Acompanham a votação ao lado de Dilma o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do PT, Rui Falcão. Entraram também no Alvorada diversos deputados petistas e do PCdoB. Ex-ministros da presidenta também estão no local: Miguel Rosetto (Trabalho), Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), Jaques Wagner (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Fazenda).
Senado cassa mandato de Dilma
Por 61 a 20, o plenário do Senado aprovou o impeachment de Dilma Rousseff. Não houve abstenção. A posse de Michel Temer ocorrerá ainda hoje, quando assumirá definitivamente a Presidência da República.
O resultado foi proclamado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que comandou o julgamento do processo no Senado, iniciado na última quinta-feira (25).
Fernando Collor, primeiro presidente eleito por voto direto após a ditadura militar, foi o primeiro chefe de governo brasileiro afastado do poder em um processo de impeachment, em 1992. Com Dilma Rousseff, é a segunda vez que um presidente perde o mandato no mesmo tipo de processo.
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