Ministro Alexandre de Moraes, do STF
Por Lauro Jardim / O Globo
Um pedido de vista (pedido de mais tempo para análise) é dado como praticamente certo na sessão histórica do STF desta terça-feira, marcado por Edson Fachin para decidir se será aberto um inquérito para julgar Alexandre de Moraes.
O uso desse instrumento regimental é o movimento aguardado para ser usado pela ala pró-Alexandre de Moraes — Gilmar Mendes à frente. Se algum ministro pedir vista, o processo só voltará a ser analisado pelo Supremo dentro de até 90 dias. É uma óbvia tentativa de empurrar o caso com a barriga para ver se surge neste tempo alguma solução em que salve Moraes de ser alvo de uma investigação.
Mesmo que ministros antecipem seus votos e formem uma maioria para investigar Moraes, o processo não será concluído formalmente.
Gilmar Mendes tambvai defender, como já fez formalmente a Fachin, que o julgamento deve ser conjunto: no mesmo dia, os casos de Moraes e André Mendonça devem ser apreciados pelo plenário. Motivo: são fatos que envolvem uma mesma base de fatos e provas comuns e fragmentá-los podem resultar em "decisões inconciliáveis e desordem procedimental".
Diz um ministro, que prefere o anonimato:
— Um pedido de vista tem que ser feito até para juntar os dois processos. Não dá para separar coisas que estão misturadas.
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