Vereador Cabo Deyvison na Tribuna da Câmara Municipal de Mossoró nesta terça-feira, 7
Da Redação do Jornal de Fato
Sob forte proteção, o vereador Cabo Deyvison (PL) retornou à Câmara Municipal de Mossoró nesta terça-feira, 7, sob aplausos de apoiadores e simpatizantes que o recepcionaram na entrada do Palácio Rodolfo Fernandes – sede do Legislativo mossoroense.
Foram exatos 22 dias ausentes de suas atividades, a contar de 15 de junho, data em que Deyvison sofreu um atentado a tiros quando realizava uma gravação na entrada da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do bairro Alto de São Manoel, zona leste da cidade. O vereador iria denunciar os problemas naquela unidade de saúde.
No atentado, o seu assessor Alyson Diego sofreu um tiro na nuca e morreu no local. A Polícia Civil do Rio Grande do Norte e do Ceará prendeu três suspeitos, apreendeu armas e o veículo usado no crime, mas até agora não apresentou dados concretos sobre a tentativa de assassinato do vereador.
Na Tribuna da Câmara Municipal, ainda com sequelas dos tiros que atingiram as suas pernas, Cabo Deyvison fez um discurso forte, tomado pela emoção, e garantiu que recuar nunca foi e não será uma opção de vida.
“Eu quero dizer que quem achou que eu iria recuar, se enganou. Quem achou que eu ia voltar menor, se enganou. Quem achou que essa luta ia acabar, se enganou. Eu estou de pé e estou de volta, duas vezes mais forte e mais corajoso.”
Pré-candidato a deputado federal, Cabo Deyvison cumpre um mandato em defesa dos moradores da periferia, e concentra a sua ação para denunciar as facções que atuam nos bairros menos favorecidos e casos de supostas práticas de corrupção no âmbito da gestão municipal.
Deyvison garante que seguirá cumprindo a sua missão, como a voz que defende os menos favorecidos. O vereador, inclusive, avisou que estará de volta às ruas e aos equipamentos públicos que não cumprem a obrigação de atender ao povo que mais precisa.
Em razão das suas posições, Cabo Deyvison sofre as consequências. Uma delas é a iniciativa do MDB, presidido no estado pelo vice-governador Walter Alves, que pede a cassação de seu mandato por suposta prática de infidelidade partidária. O MDB alega que Deyvison saiu do MDB para se filiar ao PL sem justa causa.
O vereador rebate e afirma que foi o partido que motivou a sua saída, ao se aliar ao ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil). Em sua defesa na Justiça Eleitoral, Deyvison argumenta que foi eleito pela oposição, que o MDB era partido de oposição, e que depois se aliou ao sistema governista local. Com isso, ele decidiu se manter fiel a sua linha de atuação, permanecendo na oposição e, para isso, teve que sair do partido pelo qual foi eleito em 2024.
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