Gilberto Waller deixa a presidência do INSS após 11 meses
Por Andéia Sadi / globonews
“Fui surpreendido.” Foi assim que Gilberto Waller reagiu à decisão do governo de demiti-lo da presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em conversa com o blog, Waller disse que foi informado da exoneração por volta das 10h30 desta segunda-feira (13), sem aviso prévio ou explicação formal sobre quem teria tomado a decisão.
Segundo ele, não houve conversa direta com o ministro da Previdência, mas apenas um contato com o secretário-executivo da pasta, que o comunicou de que sua saída já estava definida - haviam "decidido" pela demissão, mas não sabia apontar o responsável pela iniciativa.
Gilberto Waller Júnior foi nomeado presidente do instituto em 30 de abril do ano passado, em meio a um escândalo de fraudes na Previdência Social.
O agora ex-presidente do INSS rechaçou a versão de que sua exoneração estaria relacionada ao agravamento das filas para concessão de benefícios. De acordo com Waller, o principal gargalo hoje estaria concentrado na estrutura da Previdência, e não na gestão direta do instituto.
Waller assumiu o comando do INSS em meio a um escândalo envolvendo o órgão, com a missão de conduzir uma espécie de “faxina” administrativa e recuperar a credibilidade da instituição.
Desde o início da gestão, porém, sua relação com o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, foi marcada por divergências e desentendimentos. Segundo relatos de bastidores, os dois nunca se alinharam e passaram a atuar em rota de colisão.
Procurado pelo blog, Wolney confirmou a saída de Waller, mas apresentou outra justificativa. Segundo o ministro, o momento inicial de reorganização do INSS já teria sido superado, e agora o governo busca um presidente com um perfil mais técnico para conduzir a próxima fase da gestão do órgão.
Quem é Ana Cristina Silveira, nova presidente do INSS
Graduada em Direito, Ana Cristina Silveira ingressou no instituto em 2003 como analista do Seguro Social. Entre 2020 e 2024, atuou como professora de Direito Previdenciário.
Ela também presidiu o Conselho de Recursos da Previdência Social (CRPS) entre abril de 2023 e fevereiro de 2026, quando foi nomeada secretária-executiva adjunta do Ministério da Previdência. Agora, assume a presidência do INSS com foco na modernização da gestão e na redução do tempo de espera por benefícios.
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