Prefeito de Mossoró amplacou o vice-prefeito Marcos Bezerra na presidência do partido, enquanto Abraão Linconl colocou o filho Victor Hugo na vice-presidência. A nova composição foi oficializada pela direção nacional e registrada na Justiça Eleitoral
Marcos Bazerra e Victor Hugo, presidente e vice-presidente do Republicanos
O prefeito de Mossoró e pré-candidato a governador, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-candidato a deputado federal Abraão Lincoln vão dividir o novo comando do Republicanos no Rio Grande do Norte. Allyson emplacou o vice-prefeito Marcos Bezerra na presidência do partido, enquanto Abraão colocou o filho Victor Hugo na vice-presidência.
A nova composição foi oficializada pela direção nacional do Republicanos, registrada na Justiça Eleitoral com vigência entre 24 de março de 2026 e 18 de maio de 2027.
A mudança na direção estadual ocorre após a saída do ex-prefeito de Natal e pré-candidato a governador Álvaro Dias, que assinará filiação ao PL.
Foi Abraão Linconl que trabalhou em Brasília para tirar o Republicanos do controle de Álvaro Dias. Ele tem relação política e de amizade com o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira.
A aliança de Allyson Bezerra com Abraão Lincoln é vista com desconfiança, principalmente sob o ponto de vista ético, em razão do histórico negativo de Abraão. Apoiadores de Allyson temem que a parceria política com Abraão atinja a sua imagem na campanha pelo Governo do RN.

Abraão Linconl (centro) quandofoi preso pela CPMI do INSS
Abraão Linconl é um velho conhecido do noticiário da corrupção, inclusive, já tendo sido preso duas vezes.
A primeira prisão ocorreu em 2015 por consequência da “Operação Enredados”. A Polícia Federal alcançou Abraão no Rio Grande do Sul. Ele foi acusado de vendas ilegais de permissões para a pesca industrial. Na época, era presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) e filiado ao PRB, hoje Republicanos.
Atualmente, Abraão é investigado pela Polícia Federal na fraude milionária no INSS. Ele foi preso após ser ouvido pela CPMI que apura possíveis irregularidades envolvendo descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, com valores sob análise que poderiam alcançar R$ 221,1 milhões no período em que ele presidia a entidade. A prisão, contudo, foi relaxada pela Justiça. O caso segue em investigação pelos órgãos competentes.

Operação Mederi
Allyson Bezerra também tem situação delicada. Ele é investigado pela Polícia Federal no esquema de desvio de recursos da saúde de Mossoró, que foi desmantelado pela Operação Mederi.
Segundo a Polícia Federal, Allyson estaria no “topo” do esquema criminoso. Em áudios interceptados pela PF, sócios da empresa DisMed, que é investigada, afirmam que 15% de pagamento de contrato seriam de “propina” para o prefeito Allyson.
A Operação Mederi foi detonada no dia 27 de janeiro, autorizada pelo desembargador federal Rogério Fialho, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), com sede em Recife (PE).
O prefeito Allyson, que foi alvo de mandados de busca e apreensão, nega as acusações e se diz vítima do “sistema” porque é pré-candidato a governador do RN.
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