Plenário da Assembleia Legislativa elegerá o governador 'tampão' do RN
Redação do Jornal de Fato
Não há precisão, nesse momento, sobre qualquer resultado de uma eventual eleição indireta para governador do Rio Grande do Norte. O governo já disse que não abrirá mão de continuar no comando do Estado. A oposição, por sua vez, não se mostra empolgada, no entanto, é provável que será concorrente ao governo “tampão” de oito meses.
A eleição indireta é o caminho natural com a renúncia anunciada da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB), que vão disputar as eleições de 4 de outubro. O presidente da Assembleia Legislativa, o segundo na linha sucessória, já antecipou que não ocupará o cargo porque será candidato à reeleição ou ao Senado. Dessa forma, a partir de desincompatibilização de Fátima e Walter, até 4 de abril, se iniciará o processo legal da eleição indireta na Assembleia Legislativa.
Nesse momento, o governo se apresenta em melhor situação para eleger o governador “tampão”. Um candidato chancelado por Fátima Bezerra tem o apoio da bancada governista que hoje é formada por 13 deputados, sendo seis parlamentares da federação Brasil da Esperança (três do PT e três do PV) e sete de outros partidos que dão sustentação ao segundo governo Fátima: Ezequiel Ferreira, Dr. Bernardo Amorim, Ubaldo Fernandes, Kleber Rodrigues e Galeno Torquato, do PSDB; Ivanilson Oliveira e Neilton Diógenes, do União Brasil.
Foi essa bancada que fez o governo ganhar a disputa pela indicação do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), ocorrida em 2025. O então deputado George Soares (PV), apoiado por Fátima Bezerra, derrotou o deputado oposicionista Gustavo Carvalho, na época do PSDB e hoje filiado ao PL.
Só que o cenário de hoje não é o mesmo do ano passado, diante do interesse político-eleitoral de 2026. O deputado Kleber Rodrigues e Neilton Diógenes estão alinhados ao projeto do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), de disputar o governo estadual. Dessa forma, seriam dois votos a menos e o governo baixaria para 11 votos no universo de 24 eleitores (número de parlamentares da Assembleia Legislativa).
Uma eventual candidatura do campo da oposição ganharia força, pois contaria com apoio de oito deputados do PL (hoje são seis, mas em março ganhará os parlamentes Luiz Eduardo e Cristiane Dantas, que estão deixando o Solidariedade), três do União Brasil (Kleber Rodrigues, Neilton e Taveira Júnior), um do MDB (Adjuto Dias) e um do PSDB (Nelter Queiroz). A soma chegaria a 13 votos, suficiente para eleger o governador “tampão”.
Só que há uma divisão na oposição. De um lado, o grupo liderado pelo senador Rogério Marinho (PL), que terá candidatura própria ao Governo do Estado; de outro, o grupo que apoia o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), para governador. Como serão adversários na eleição de 4 de outubro, provavelmente não se uniria na eleição indireta.
Veto
Essa conjectura terá um cenário real no retorno do recesso parlamentar, em fevereiro. É que nos primeiros dias de trabalho será levado para votação o veto do governo à lei dos repasses do ICMS e IPVA para os municípios. A oposição se articula para ter a maioria dos votos, enquanto o governo trabalha para manter o veto assinado pela governadora Fátima. O resultado da disputa é visto como uma preliminar do que será a eventual eleição indireta para governador.
Veja como é a formação atual na Assembleia Legislativa do RN
Deputados do PL (6)
- José Dias
- Tomba Farias
- Dr. Kerginaldo
- Gustavo Carvalho
- Coronel Azevedo
- Terezinha Maia
PSDB (6)
Ezequiel Ferreira
Nelter Queiroz
Kleber Rodrigues
Dr. Bernardo
Ubaldo Fernandes
Galeno Torquato
Federação Brasil da Esperança (6)
- Francisco do PT
- Isolda Dantas (PT)
- Divaneide Basílio (PT)
- Vivaldo Costa (PV)
- Eudiane Macedo (PV)
- Hermano Morais (PV)
União Brasil (3)
- Ivanilson Oliveira
- Neilton Diógenes
- Taveira Júnior
Solidariedade (2)
- Luiz Eduardo
- Cristiane Dantas
MDB (1)
- Adjuto Dias
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