Sábado, 07 de março de 2026

Postado às 09h00 | 09 Dez 2025 | redação Jean Paul Prates, no PDT, pretende compor chapa ao Senado com Fátima Bezerra

Crédito da foto: Reprodução Governadora Fátima Bezerra e o ex-senador Jean Paul Prates

Da Redação do Jornal de Fato

O ex-senador Jean Paul Prates vai se filiar ao PDT do Rio Grande do Norte. Ele anunciou a decisão neste domingo, 7, e confirmou que assinará ficha de filiação na sexta-feira, 12, em solenidade no Arena das Dunas, em Natal, às 12h.

O PDT é presidido no estado pela ex-deputada estadual Márcia Maia, que faz parte da base de apoio político e administrativo da governadora Fátima Bezerra (PT). Márcia, inclusive, é presidente da agência de fomento do RN.

Ao fazer opção pelo PDT, Jean Paul caminha para apoiar o projeto eleitoral de Fátima Bezerra em 2026, podendo ser, inclusive, candidato a senador na chapa da governadora. Ele, porém, ainda não se pronunciou sobre essa possibilidade.

Jean Paul Prates foi o primeiro suplente de senador de Fátima Bezerra nas eleições de 2014. Quatro anos depois, assumiu o mandato com a reeleição de Fátima para Governo do RN.

Em 2022, mesmo com direito à reeleição, Jean Paul abriu mão da candidatura para apoiar o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, e, assim, fortalecer a reeleição da governadora Fátima. Jean acabou suplente de Carlos Eduardo, mas a chapa foi derrotada pelo senador Rogério Marinho (PL).

A fidelidade de Jean Paul foi reconhecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o nomeou presidente da Petrobras. Ele ficou no cargo até maio de 2024, quando foi exonerado em razão de crise política envolvendo a base de apoio de Lula.

Jean bateu de frente com o ministro das Minas e Energias, Alexandre Silveira, do PSD, que discordou da distribuição de parte do lucro da Petrobras em dividendos. Silveira fez pressão e Lula acabou demitindo o companheiro.

Jean Paul não escondeu a sua decepção, embora tenha evitado atacar o presidente da República. Em 24 de novembro deste ano, Jean oficializou sua desfiliação do PT, sigla à qual esteve filiado desde 2013. A decisão foi protocolada em carta entregue ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, em Brasília.

“Minha saída, provocada por intrigas palacianas e desinformações deliberadamente plantadas, e marcada pela ausência de manifestação pública do partido à época, consolidou uma percepção de esvaziamento do espaço político que antes eu ocupava”, disse à época em entrevista à Carta Capital.

O ex-senador e ex-presidente da Petrobras, porém, evitou polemizar com líderes do PT. Em nota, ele escreveu:

“Sou grato pelas maiores honrarias da minha vida pública, representar o Rio Grande do Norte no Senado Federal e presidir a Petrobras, ambas confiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora (do Rio Grande do Norte) Fátima Bezerra. Não levo mágoas, levo gratidão e consciência tranquila.”

Na carta, ele informou que continuará no campo progressista, integrando “uma legenda com tradição equivalente de luta por justiça social, dignidade e soberania nacional”, mas não revelou o novo partido.

Walter Alves ainda não decidiu se assumirá o governo para Fátima Bezerra ser candidata em 2026

Candidatura de Fátima ao Senado ainda não está assegurada

A candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado ainda não é uma certeza. O maior nome do PT do Rio Grande do Norte depende do vice-governador Walter Alves, do MDB, para se desincompatibilizar do governo e disputar as eleições 2026.

Até pouco tempo, o projeto político estava bem encaminhado. A governadora deixaria o cargo até o início de abril e Walter assumiria a titularidade. Só que em novembro passado, o vice-governador levantou a possibilidade de não assumir o governo, alegando problemas financeiros do Estado.

O segundo nome da linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza (de saída do PSDB para o MDB), já avisou que não assumiria o governo porque será candidato à reeleição. Ele assumindo o governo não poderia disputar um novo mandato à Assembleia Legislativa.

Se isso ocorresse, o Governo do Estado ficaria sob a responsabilidade do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, que determinaria a Assembleia Legislativa realizar eleições indiretas no prazo de 30 dias.

Fátima Bezerra não deixaria que esse processo fosse levado a termo. Ela permanecerá no cargo caso Walter Alves decida não assumir o governo. Dessa forma, a governadora concluiria o mandato em 31 de dezembro de 2026 e o PT teria que encontrar um novo nome para ser candidato ao Senado.

Nos bastidores do governo, há um sentimento de confiança no vice-governador Walter. A versão corrente é que ele assumirá o governo para Fátima Bezerra ser candidata nas eleições do próximo ano.

 

 

 

 

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