Sábado, 07 de março de 2026

Postado às 09h45 | 06 Nov 2025 | redação “Fui expulso pelo prefeito por não aceitar apoiar a primeira-dama”, afirma vereador

Wiginis do Gás afirma que foi penalizado porque decidiu que não pedirá votos para a primeira-dama nas eleições 2026. Ele já havia anunciado que apoiará o deputado estadual Ivanilson Oliveira e a pré-candidatura à Câmara dos Deputados de Nina Souza

Crédito da foto: Imprensa / CMM Verreador Wiginis do Gás na tribuna da Câmara Municipal de Mossoró

Da Redação do Jornal de Fato

“Fui expulso da base (governista) por não aceitar apoiar a primeira-dama.” A fala do vereador Wiginis do Gás (União Brasil) na Tribuna da Câmara Municipal de Mossoró, nesta quarta-feira, 5, expõe como o prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) está usando o poder em prol da pré-candidatura à deputada estadual da esposa Cinthia Pinheiro (PSD).

Wiginis disse que foi penalizado porque decidiu que não pedirá votos para a primeira-dama nas eleições 2026. Ele já havia anunciado que apoiará o deputado estadual Ivanilson Oliveira (União Brasil) e a pré-candidatura à Câmara dos Deputados de Nina Souza (União Brasil), esposa do prefeito de Natal Paulinho Freire (União Brasil).

Cumprindo o segundo mandato na Câmara, como representante do bairro Aeroporto, zona oeste de Mossoró, Wiginis do Gás revelou ter sofrido retaliações após a sua decisão. O prefeito Allyson exonerou pessoas que ocupavam cargos comissionados que foram indicados pelo vereador, além de eliminar os espaços de Wiginis na máquina pública.

O vereador afirmou que Allyson Bezerra queria obrigá-lo a apoiar a primeira-dama para a Assembleia Legislativa. Ele não aceitou. “Eu tenho direito de escolher quem eu quero apoiar”, reagiu, para afirmar que não aceita interferência na sua posição política. “Não estou em quartel, estou na Câmara, exercendo o papel de vereador representante do povo”, disse.

Segundo Wiginis do Gás, o prefeito exerce forte pressão sobre os vereadores. Ele citou que não pode sequer curtir uma postagem da oposição ou subscrever uma simples moção de aplauso que é repreendido pelo Palácio da Resistência – sede da Prefeitura de Mossoró.

Wiginis deixou claro que a perseguição do prefeito não o fará recuar da decisão de apoiar Ivanilson Oliveira e Nina Souza nas eleições do próximo ano. E afirmou que não aceitará qualquer tipo de pressão, nem baixar a cabeça diante de Allyson. “Só baixo a cabeça nesse mundo para Jesus Cristo na hora que estou orando”, disse.

Reeleito em 2024 com a nona maior votação à Câmara Municipal, recebendo 3.214 votos, Wiginis do Gás afirmou que não pretende integrar o bloco de oposição. Ele assumirá a partir de agora uma posição de independente. “Vou seguir meu trabalho, não como oposição, mas em defesa do povo de Mossoró, principalmente pelo meu bairro, como sempre fiz”         , afirmou.

A expulsão de Wiginis do Gás do sistema governista não afeta a base do prefeito Allyson Bezerra na Câmara Municipal de Mossoró. Ele segue com maioria confortável no plenário, contando com o apoio de 16 dos 21 vereadores. A oposição conta com apenas quatro vereadores.

 

Expulsão de Wiginis serve de recado à bancada governista

A expulsão de Wiginis do Gás é um recado do prefeito Allyson Bezerra para a sua bancada de vereadores. O chefe do Executivo deixa claro, conforme a fala de Wiginis, que não vai tolerar desobediência de seus vereadores nas eleições 2026.

A determinação do Palácio da Resistência – sede da Prefeitura – é de engajamento da bancada governista para garantir votação histórica à primeira-dama Cinthia Pinheiro na eleição para a Assembleia Legislativa.

Reportagem do Jornal de Fato, edição de terça-feira, 4, mostrou que dos 21 vereadores mossoroenses, 10 apoiam a pré-candidatura da primeira-dama Cinthia Pinheiro para a Assembleia Legislativa. São eles: Genilson Alves (presidente da Câmara), Raério Araújo, Lucas das Malhas e Tony Cabelos, do União Brasil; Kayo Freire, João Marcelo e Wlademir Cabelo de Negro, do PSD; Thiago Marques e John Kenneth, do Solidariedade; e Dr. Cubano, do PSDB.

Outros seis vereadores governistas não reforçarão a campanha de Cinthia, mas até aqui não houve confronto com o prefeito. São eles: Alex do Frango (líder da bancada governista) e Ricardo de Dodoca, ambos do União Brasil, vão apoiar o deputado estadual Neilton Diógenes (PP); Vavá (REDE) está fechado com o deputado estadual Ivanilson Oliveira; Petras Vinícius (PSD) ficou com o deputado Kleber Rodrigues (PSDB); e Ozaniel Mesquita caminha para apoiar o ex-prefeito de Assú, Dr. Gustavo Soares (PP).

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