Eleições gerais em 2026
COLUNA CÉSAR SANTOS / JORNAL DE FATO
A menos de um ano das eleições, o quadro sucessório no Rio Grande do Norte parece delineado, embora as decisões devam se arrastar até o momento das convenções partidárias.
O governismo vai com o secretário da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier (PT), o “Cadu de Lula”; e a oposição caminhará por duas vias: o senador Rogério Marinho (PL), representando a direita potiguar; e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), em via alternativa.
Esses projetos estão postos.
O que teremos a partir desse ponto são as articulações e negociações para formação das chapas. Esses grupos vão definir os seus candidatos a vice-governador e os postulantes às duas vagas ao Senado Federal.
No caso do Senado, algumas definições parecem consolidadas:
- Fátima Bezerra (PT) será a primeira candidata ao Senado na chapa de Cadu;
- A senadora Zenaide Maia (PSD) ocupará o mesmo posto no palanque de Allyson Bezerra;
- E o senador Styvenson Valentim (PSDB) e o ex-prefeito Álvaro Dias (de saída do Republicanos para o PL) muito provavelmente formarão chapa com Rogério Marinho.
Há uma interrogação que certamente terá resposta antes das convenções: qual posição Mossoró ocupará nas chapas de Cadu Xavier e Rogério Marinho para atenuar o poderio de Allyson no segundo maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte?
Nomes como os da ex-prefeita Fafá Rosado e da ex-deputada Larissa Rosado (PSB) podem ser considerados.
Vale destacar que a formação das nominatas à Assembleia Legislativa e à Câmara dos Deputados terá influência direta na construção das chapas majoritárias.
Aliás, a disputa à Câmara dos Deputados terá um protagonismo como nunca antes na história das eleições do RN.
FRASE
“E o Cadu de Lula disparou e vai ser eleito governador do Rio Grande do Norte”
FÁTIMA BEZERRA – Governadora comemorando a pesquisa Sensatus que coloca Cadu Xavier em segundo lugar na corrida ao governo do RN, com 23,29%
DEYVISON
A atuação destacada na linha de oposição tem feito o vereador Cabo Deyvison (MDB) ser convocado a disputar uma vaga à Assembleia Legislativa. Muitos entendem que Mossoró precisa de uma voz mais firme na Assembleia Legislativa. A ideia anima o vereador que cumpre primeiro mandato.
ESTADUAIS
Mossoró tem apenas a deputada Isolda Dantas (PT) na Assembleia Legislativa. Muito pouco para a cidade que já teve quatro deputados na mesma legislatura. Nas eleições 2026, a cidade terá nomes fortes como a primeira-dama Cintia Pinheiro (PSD), Jorge do Rosário e Geovani do Melão (PL).
FEDERAL
A deputada estadual Isolda Dantas (PT) não descarta a possibilidade de disputar uma vaga à Câmara dos Deputados. Tem dito aos mais próximos que o projeto é viável. No entanto, viu a companheira vereadora Marleide Cunha (PT) partir na frente. O certo é que o PT de Mossoró terá nome à Câmara.
BIBIANO
O ex-prefeito da Serra do Mel, Bibiano Azevedo, repensa o projeto de disputar uma vaga à Assembleia Legislativa nas eleições 2026. Incômodos com a saúde o faz recuar. No entanto, os apoios seguem firmes em Areia Branca, Tibau, Grossos, Porto do Mangue e outros municípios da Costa Branca.
CONSTRUTORA
A construtora mossoroense CLC, dos irmãos Jorge e Celiton, vai concorrer à obra de duplicação da BR-304. Tem Know-how e é um diferencial competitivo em todo o Norte e Nordeste. A CLC tem obras de infraestrutura de transportes em vários estados brasileiros.
SEGUE
O primeiro lote da duplicação da BR-304, que compreende 59 km entre Mossoró e Natal, tem valor de R$ 327 milhões. Recursos do PAC 3 do governo Lula. O resultado da concorrência sairá no dia 11 de novembro.
É NOTÍCIA
Está em ritmo acelerado a obra de construção da loja do Supermercado Rebouças na área do residencial Ninho, à margem da Br-110, saída para a cidade de Areia Branca. A nova unidade será inaugurada ainda este ano.
Nesta data, em 2012, o pátio da Igreja de São Manoel, zona leste de Mossoró, ganhava a Praça Dom José Freire de Oliveira. Obra da segunda gestão da ex-prefeita Fafá Rosado.
Neste domingo, 26, completa 91 anos da fundação do Centro Estudantal Mossoroense. Pelas mãos dos doutores Adalberto Amorim, João Marcelino, Antônio Soares, cônego Amâncio Ramalho Cavalcanti e o acadêmico José Pinto.
O general Garrastazu Médici foi eleito pelo Congresso Nacional terceiro presidente do regime militar, nesta data, em 1969. O ditador recebeu 239 votos a favor e 76 abstenções. Governou o Brasil até 15 de março de 1974.
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