Deputado Benes Leocádio votou contra os interesses do governo na Câmara
Da Redação do Jornal de Fato
O presidente Lula (PT) decidiu que o seu governo não continuará habitado por adversários políticos, numa referência ao União Brasil e PP, que deixaram a base governista, mas não entregaram os cargos. A decisão de Lula ganhou força após deputados da chamada federação União Progressistas terem ajudado à oposição a derrotar o governo na votação da Medida Provisão do IOF.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou à coluna de Igor Gadelha do Metrópoles que o governo deu início a uma reorganização da base no Congresso Nacional, com cortes de cargos de parlamentares de partidos do Centrão. Hoffmann está à frente da articulação política.
“Vamos reorganizar a base do governo e fazer as mudanças necessárias, com muita responsabilidade. Mas quem quiser estar no governo deverá ser voto do governo no Congresso”, disse Gleisi à coluna.
O corte de cargos vai atingir partidos além do União e do PP, partidos como o PSD de Gilberto Kassab; o Republicanos do presidente da Câmara, Hugo Motta (PB); e até o MDB, da ministra Simone Tebet. “Vamos tirar cargos de todos que votaram contra o governo na MP”, disse Gleisi Hoffmann.
Essas mudanças atingem os partidos no Rio Grande do Norte. A primeira delas o deputado federal Benes Leocádio (União). O governo exonerou o seu apadrinhado na superintendência da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Natal, empresário Barbosa Tinôco. O exonerado também é cunhado do presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ezequiel Ferreira de Souza, que está trocando o PSDB pelo MDB.
Tinôco assumiu o cargo na Codevasf em 2023 depois que outro cotado para assumir a superintendência da estatal no RN, o ex-prefeito de Assú e ex-candidato a vice-governador Ivan Júnior (União) perdeu força por ter feito críticas duras a Lula e ao PT no passado. Como recompensa, Júnior virou chefe de gabinete de Benes Leocádio na Câmara dos Deputados.
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