João Maia (PP não economizou nos gastos com a cota parlamentar no primeiro semestre do ano. Campeão de gastos entre os oito parlamentares da bancada do Rio Grande do Norte, ele está entre os 10 da Câmara que mais gastaram no primeiro semestre
João Maia gastou quase R$ 305 mil só com cota parlamentar
Da Redação do Jornal de Fato
O deputado federal João Maia (Progressistas) não economizou nos gastos com a cota parlamentar no primeiro semestre do ano. Campeão de gastos entre os oito parlamentares da bancada do Rio Grande do Norte, ele aparece na lista dos 10 que mais gastaram, ocupando a sexta colocação com quase R$ 305 mil.
Maia seguiu a maioria dos parlamentares que exageram nos gastos com divulgação da atividade parlamentar, empenhando mais de R$ 180 mil nessa rubrica, conforme levantamento feito pelo Congresso em Foco.
Líder do Progressistas potiguar, João Maia é pouco visto no estado. Ele costuma aparecer somente em período pré-eleitoral e eleitoral, como faz agora. Recentemente, o parlamentar emplacou a esposa, ex-prefeita de Messias Targino, Shirley Targino, no cargo de secretária de Assistência Social de Mossoró, em troca do apoio à pré-candidatura do prefeito Allyson União (União Brasil) ao governo do estado em 2026.
O uso da cota parlamentar é legal e previsto pelo regimento interno da Câmara dos Deputados para gastos com despesas típicas do mandato. O líder do ranking é Nicoletti (União Brasil-RR), com gasto de R$ 334.832,26. Além dele, há mais um deputado da sigla entre os dez mais gastadores. Completam a lista dois parlamentares do PL, dois do Republicanos, um do PT, um do Progressistas, um do MDB e um do PSDB.
O maior valor registrado entre os dez deputados que mais gastaram com divulgação foi de R$ 219 mil, com Wilson Santiago (Republicanos-PB). Ao passo que no top 10, Giovani Cherini (PL-RS) teve o menor gasto com a referida rubrica, R$ 107,2 mil.
De janeiro a junho, o deputado Nicoletti, recordista de gastos no geral, recebeu reembolso da Câmara de R$ 179 mil pelas divulgações. Em fevereiro, o parlamentar pagou R$ 7.500 para a Rede BrNewsTV produzir matérias jornalísticas divulgando a atividade parlamentar. Em seguida, os maiores gastos do deputado foram com serviço de segurança, R$ 52.200,00, e locação de veículos, R$ 34.400,00.
Líder em gastos com divulgação, Wilson Santiago chegou a gastar R$ 39 mil em maio para publicizar o mandato. O parlamentar também pagou ao portal local "Polêmica Paraíba" para publicar nota sobre o mandato, além de contratar serviços de gerenciamento das redes sociais.
Dr. Fernando Máximo (União Brasil-RO) gastou R$ 196 mil com a divulgação do mandato parlamentar. O segundo maior gasto do parlamentar foi com fretamento de veículos, R$ 62 mil.
Helena Lima (MDB-RR) teve gastos de R$ 179 mil com a divulgação do mandato, no período também gastou R$ 39 mil com manutenção de escritório e R$ 38 mil com combustíveis. O vice-líder da oposição, Coronel Chrisóstomo (PL-RO), por sua vez, teve seus maiores gastos com a divulgação da atividade parlamentar, R$ 117 mil, fretamento de veículos, R$ 77 mil, e manutenção do escritório, R$ 71 mil.
Já João Maia empenhou a maior parte da cota em divulgação, R$ 182 mil, e locação de veículos, R$ 86,6 mil.
O deputado Gabriel Mota (Republicanos-RR) foi o único dos dez a não ter a divulgação como recorde de gastos, R$ 132 mil. A rubrica com maior gasto foi a manutenção do escritório, mais de R$ 170 mil.
Por fim, Dagoberto Nogueira (PSDB-MS) teve gastos mais expressivos com divulgação, R$ 109 mil, e com locação de veículos, R$ 74 mil. Giovani Cherini gastou R$ 107 mil com divulgação e R$ 65 mil com manutenção do escritório. Único petista da lista, Flávio Nogueira (PT-PI) também teve divulgação e locação de veículos como maiores gastos, assim como Dagoberto Nogueira, respectivamente, R$ 108 mil e R$ 75 mil.
O que é cota parlamentar
A cota parlamentar é um benefício dado aos deputados para custear despesas típicas do exercício do mandato parlamentar, como aluguel de escritório de apoio ao mandato no estado, passagens aéreas, alimentação, aluguel de carro, combustível, entre outras.
O saldo mensal não utilizado não é acumulável para o mês seguinte e os parlamentares têm até 90 dias para solicitar o reembolso. Dessa forma, os valores gastos apontados neste levantamento podem ser alterados, uma vez que os deputados podem declarar os gastos de períodos anteriores a qualquer momento dentro do intervalo de três meses.
Além disso, o valor da cota parlamentar é diferente para cada estado, pois leva em consideração o valor da passagem de Brasília até a capital do estado onde o parlamentar foi eleito. Assim, a maior cota é destinada aos congressistas de Roraima, no valor de R$ 51.406,33 e a menor, aos do Distrito Federal, no valor de R$ 36.582,46.
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