A insulina glargina é um medicamento mais moderno
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
O Ministério da Saúde (MS) enviou para o Rio Grande do Norte um total de 7.243 tubetes do medicamento, além de 1.979 canetas reutilizáveis para aplicação. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) informou à reportagem do JORNAL DE FATO que a Unidade Regional de Saúde Pública (URSAP) realizará a divisão por município à medida que a solicitação chegar de acordo com os critérios de idade.
O órgão federal explica que está realizando a transição gradual da insulina NPH para a insulina glargina no Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo são pacientes de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou 2.
“São 7.243 tubetes. Esse número foi calculado considerando o número de usuários de 2 a 18 e acima de 70 anos em tratamento com NPH. O quantitativo que enviamos foi para a URSAP considerando o número estimado de pessoas em tratamento de 2 a 18 anos e acima de 70”, confirmou Ralfo Medeiros, diretor da URSAP.
A insulina glargina é um medicamento mais moderno, de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite apenas uma aplicação diária, enquanto outros esquemas terapêuticos podem exigir até três aplicações no mesmo período.
O acesso será feito após avaliação clínica e prescrição médica, sendo o medicamento ofertado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país. “Gradativamente esses pacientes serão migrados para a nova tecnologia”, reforçou Ralfo. A transição para o novo tratamento está sendo realizada de forma gradual na atenção primária à saúde em todo o país, garantindo a segurança assistencial.
O tratamento com esse fármaco contribui para um controle mais estável da glicemia, reduz o risco de episódios de hipoglicemia e favorece a adesão e a continuidade do tratamento, proporcionando mais segurança e qualidade de vida aos pacientes.
Para ter acesso ao medicamento, o cidadão deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima de sua residência com a receita médica devidamente emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores do público elegível também podem solicitar a substituição da insulina NPH pela glargina na unidade de saúde. O paciente e sua família serão acolhidos por uma equipe multiprofissional, que avaliará o quadro clínico e a possibilidade de transição do tratamento.
Além disso, receberão orientações sobre o uso correto da insulina, a técnica de aplicação e o armazenamento adequado do medicamento. Junto ao medicamento, será entregue uma caneta reutilizável para aplicação, com validade de três anos, além das agulhas necessárias para a administração correta.
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