Domingo, 05 de julho de 2026

Postado às 11h00 | 05 jul 2026 | redação Casa da Indústria de Mossoró recebe a Sala Industrial Evandro Praxedes

Crédito da foto: Fiern / Divulgação Familiares na inauguração da Sala Industrial Evandro Praxedes

A Casa da Indústria do Oeste Potiguar, em Mossoró, sediou  a reunião conjunta do Sindicato da Indústria de Extração do Sal no Estado do Rio Grande do Norte (SIESAL-RN) e do Sindicato da Indústria de Moagem e Refino de Sal do Rio Grande do Norte (SIMORSAL). O encontro reuniu lideranças empresariais para discutir pautas estratégicas para o fortalecimento da cadeia produtiva do sal e marcou a inauguração oficial da Sala Industrial Evandro Praxedes, espaço destinado às atividades do SIMORSAL.

Entre os principais temas debatidos esteve a renovação da isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), benefício que vence em janeiro de 2027. Atualmente, o frete das mercadorias movimentadas pelo modal marítimo, que se originam ou que se destinam às regiões Norte e Nordeste estão isentas da cobrança desse “tributo”, conforme explicou a presidente do SIMORSAL, Conceição Praxedes.

Para o setor salineiro, a manutenção da isenção é considerada “fundamental para preservar a competitividade da produção potiguar”, especialmente diante da concorrência do sal importado, que possui isenção permanente em razão de acordo comercial firmado pelo Brasil com o país que exporta para o nosso mercado interno, segundo o presidente do SIESAL-RN, Airton Torres.?

“Esse é um trabalho feito a muitas mãos. O SIESAL e o SIMORSAL contam com o apoio da FIERN e da FIRJAN, e por consequência, da CNI”, disse o presidente. Ele destacou ainda o trabalho em favor da isenção feito pela Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem (ABAC), da Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (ABANI), e também da Frente Parlamentar do Livre Mercado.

“No momento, todo esse trabalho está sendo feito junto à Câmara Federal onde tramita em regime de urgência o Projeto de Lei Complementar nº 08/2026 que conta com apoio do Governo do Estado”, completou Torres.

A pauta também incluiu discussões sobre o Programa Nacional do Bócio Endêmico, conduzido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a necessidade de uma agenda de diálogo entre a entidade reguladora e o setor salineiro potiguar para tratar de aspectos relacionados à fiscalização do sal destinado ao consumo humano.

“Também foi abordado o tema relacionado à transposição das águas do Rio São Francisco, que, dependendo de como vai se processar a operação das barragens à montante das salinas, poderá afetar o nível de salinidade do Rio Apodi-Mossoró, fonte de matéria prima para a produção de sal, e, portanto, afetar a própria produção de sal do estado”, ressaltou Airton Torres.

O planejamento da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO) 2026, que poderá ter o sal como destaque, também foi pauta no encontro.

Nova sede

O presidente do Sistema FIERN, Roberto Serquiz, destacou a importância da união entre as entidades representativas do setor e parabenizou pela inauguração da nova sede do SIMORSAL.

“Parabéns aos presidentes Conceição Praxedes e Airton Torres pela união e liderança à frente do SIESAL e do SIMORSAL. A inauguração da Sala Industrial Evandro Praxedes e o fortalecimento do diálogo na Casa da Indústria do Oeste Potiguar representam um importante avanço para o setor salineiro. É gratificante ver os industriais valorizando a sede da indústria como espaço de representatividade, diálogo e fortalecimento do setor”, afirmou.

Conceição Praxedes ressaltou a relevância do segmento para a economia potiguar e os desafios enfrentados pelas empresas da cadeia produtiva.

“O setor salineiro é gigante não apenas pelos benefícios que proporciona ao Rio Grande do Norte, seja no desenvolvimento econômico ou social, mas também pela diversidade de empresas que reúne, desde micro empreendimentos até grandes indústrias. Entre os desafios estão a precariedade da infraestrutura logística, os custos elevados, a concorrência com o produto importado, a necessidade de equilíbrio entre a atividade econômica e a preservação ambiental e o baixo valor agregado do produto diante do chamado custo Brasil”, destacou.

Segundo a dirigente, a atuação conjunta das entidades tem contribuído para fortalecer a defesa dos interesses comuns da cadeia produtiva. “No geral, decidimos nos unir para que o setor seja mais forte. Embora existam pautas específicas que atendam mais a um segmento do que a outro, temos uma convivência que agrega mais do que divide. Em muitos momentos apoiamos demandas que não estão diretamente ligadas às nossas bases, sempre pensando no fortalecimento do setor salineiro como um todo”, concluiu.

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