Durante a atividade, os servidores reforçaram a importância da continuidade da mobilização para gara
Os servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) realizaram, nesta terça-feira (16), uma Assembleia Ato para marcar os 111 dias de greve da categoria. A mobilização aconteceu em frente ao campus da universidade e contou com a confecção de cartazes que expressavam a insatisfação dos trabalhadores diante da falta de diálogo do Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), com as pautas da categoria. Durante a atividade, os servidores reforçaram a importância da continuidade da mobilização para garantir o cumprimento dos acordos firmados após a greve de 2024.
Segundo a servidora Kaliane Morais, a categoria segue mobilizada para assegurar conquistas já pactuadas.
“Foram oito anos sem reajuste salarial. Com a greve de 2024 conseguimos amenizar essa situação, mas continuamos lutando para garantir aquilo que foi acordado. Não podemos deixar nossos aposentados para trás nem permitir que pautas como o Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), que deveria ter sido implantado em abril deste ano, sejam esquecidas”, destacou.
A servidora Cícera Lyndiane Ferreira ressaltou que a paralisação tem como objetivo evidenciar a importância do trabalho desempenhado pelos técnicos-administrativos para o funcionamento da universidade.
“A greve é um instrumento de pressão. Ela precisa mostrar à sociedade e à comunidade acadêmica que nosso trabalho é essencial. Quando a gestão tenta suprir a ausência dos servidores e sobrecarrega outros colegas, acaba mascarando os efeitos do movimento e contribuindo para o adoecimento dos trabalhadores”, afirmou.
Já o servidor Passos Júnior chamou atenção para a necessidade de maior engajamento da categoria nas atividades sindicais.
“Estamos falando de pautas fundamentais para a vida funcional de cada servidor, como o RSC, o turno contínuo e outras reivindicações importantes. Por isso, considero preocupante o baixo envolvimento de parte da categoria nas mobilizações. A luta sindical não é responsabilidade de uma pessoa ou de uma direção, mas de todos nós”, pontuou.
Para o coordenador do Sintest/UFERSA, Fábio Araújo, a mobilização é fundamental para pressionar o governo a atender as demandas da categoria.
“Se não houver pressão, dificilmente teremos avanços. A orientação da Fasubra é intensificar as ações de mobilização, ampliando o diálogo com outras categorias e fortalecendo a luta em defesa dos direitos dos servidores e da universidade pública”, explicou.
Após a assembleia, os participantes realizaram uma caminhada até a Reitoria da UFERSA, onde entregaram a pauta de reivindicações da categoria ao reitor Rodrigo Codes. O objetivo é buscar apoio da administração da universidade para que os servidores obtenham avanços semelhantes aos conquistados durante o movimento grevista de 2024.
“As reivindicações são legítimas, foi um acordo de greve em 2024 não cumprido, e nós nos comprometemos em dialogar com reitores e reitoras. Sinalizo que hoje mesmo, no início da manhã, houve manifestação no nosso grupo para solicitar a diretoria da Andifes que consiga uma reunião com os ministérios envolvidos. Eu também vou aproveitar e colocar esses registros no nosso grupo, solicitar também por parte da UFERSA, que essa reunião seja feita o mais breve possível para que a gente tenha uma sinalização do governo e que possamos de forma digna encerrarmos essa greve”, destacou o reitor Rodrigo Codes.
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