Segundo análise do Instituto Fecomércio, a movimentação econômica no RN estimada para o período chega a R$ 476,5 milhões, alta de 8,1% em relação ao ano passado. Em Mossoró, a intenção de presentear chegou a 61,6%, também no maior nível da história
Chocolates são preferência do consumidor no período da Páscoa
Da Redação do Jornal de Fato
A Páscoa de 2026 deve aquecer o varejo e o turismo no Rio Grande do Norte. Segundo análise do Instituto Fecomércio RN (IFC), a movimentação econômica estimada para o período chega a R$ 476,5 milhões no estado, alta de 8,1% em relação ao ano passado.
O resultado é sustentado pelo aumento do ticket médio, pela maior disposição para presentear e pela expansão da intenção de viajar no feriado, que também alcançou recordes nas duas maiores cidades potiguares.
A leitura do IFC é de um consumidor mais animado do que em 2025, com a Páscoa se consolidando como uma data relevante para o comércio. Em Natal e Mossoró, a intenção de comprar presentes atingiu os maiores patamares da série histórica, enquanto os gastos médios com presentes, pescados e viagens também avançaram.
O levantamento ouviu consumidores entre 27 de fevereiro e 5 de março de 2026, em Natal e Mossoró.
Em Mossoró, a intenção de presentear chegou a 61,6%, também no maior nível da série histórica. O comércio de rua segue na liderança entre os locais de compra, com 47,1%, à frente dos shoppings, que aparecem com 37,3%. O gasto médio com presentes ficou em R$ 113,51, enquanto a intenção de viajar no feriado atingiu 22,4%, acima da registrada na capital.
Na cidade, o pagamento à vista e o cartão de crédito dividem espaço de forma mais equilibrada, com 47,7% para PIX/dinheiro e 44,5% para cartão.
Mossoró também deve registrar forte movimentação com a Semana Santa: a estimativa do IFC é de R$ 65 milhões.
Além dos presentes, os pescados seguem como item tradicional da data. Em Natal, 72,6% dos consumidores pretendem comprar peixes ou crustáceos, enquanto em Mossoró o percentual sobe para 75,9%. O gasto médio com pescados também cresceu nas duas cidades, alcançando R$ 89,86 na capital e R$ 88,10 no município do Oeste.
Natal registra recorde na intenção de presentear
Em Natal, 68,6% dos consumidores afirmaram que pretendem presentear na Semana Santa, o maior índice desde o início da pesquisa, em 2021. O gasto médio com presentes chegou a R$ 119,01, também recorde da série, e a maior parte das compras deve ser paga à vista, por PIX ou dinheiro, opção citada por 61,1% dos entrevistados.
Os shoppings lideram como principal local de compra, com 46,4%, seguidos do comércio de rua, com 37%.
A capital também aparece com maior abertura para produtos artesanais: 21,5% dos consumidores disseram que pretendem comprar ovos artesanais.
Além disso, a intenção de viajar no feriado chegou a 20,5%, com o interior do estado como principal destino.
No conjunto dos gastos com presentes, pescados e viagens, Natal deve movimentar R$ 173,3 milhões nesta Páscoa.
Pelúcias ganham força como estratégia de vendas
A Páscoa segue entre as datas mais relevantes para o varejo brasileiro, mas o comportamento do consumidor tem mostrado uma transformação importante: mais do que comprar chocolate, o público busca experiências e presentes com valor afetivo. Esse movimento tem impulsionado novas estratégias comerciais, e colocado as pelúcias em posição de destaque nas campanhas.
Tradicionalmente associadas ao público infantil, as pelúcias passaram a ocupar um papel mais estratégico, sendo incorporadas a kits, ações promocionais e ativações de marca. Ao lado dos chocolates, elas ajudam a ampliar o ticket médio e, principalmente, a transformar a compra em uma experiência mais completa e memorável.
Não por acaso, grandes marcas têm investido em ativações que envolvem pelúcias como parte central da jornada do consumidor, seja em brindes exclusivos, edições limitadas ou experiências interativas. O objetivo é criar conexão emocional e estender o relacionamento com o cliente para além do consumo imediato.
No ponto de venda, essa estratégia também se reflete em resultados. As pelúcias funcionam como um diferencial competitivo, agregando valor ao produto principal e estimulando compras por impulso, especialmente quando associadas a datas sazonais como a Páscoa.
“A Páscoa é uma data muito emocional, e a pelúcia entra justamente nesse espaço. Ela não substitui o chocolate, mas complementa a experiência. É um produto que gera vínculo, permanece com o consumidor e reforça a lembrança da marca por muito mais tempo”, afirma Elvis Rovaris, gestor da BR Machine.
Entre os destaques para o período estão as pelúcias temáticas, com personagens inspirados no universo da Páscoa, como coelhos e figuras lúdicas, além de versões personalizadas desenvolvidas para campanhas específicas.
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