Entre os fatores conhecidos que provocam morte súbita estão a posição de bruços, superfícies macias, excesso de cobertores ou objetos soltos no berço, compartilhamento de cama com adultos, exposição à fumaça do cigarro e histórico de prematuridade
Bebês prematuros
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
A Polícia Científica do Rio Grande do Norte divulgou um alerta sobre a Síndrome da Morte Súbita do Lactante (SMSL). A medida anunciada nesta terça-feira (9) é por conta do registro de casos que chegaram ao órgão estadual e que demandam investigação especializada.
A condição é caracterizada pelo óbito inesperado de uma criança menor de um ano, aparentemente saudável, cuja causa permanece indeterminada mesmo após necropsia completa, análise do local de morte e revisão da história clínica.
Segundo a instituição, a SMSL é um diagnóstico de exclusão, estabelecido apenas quando todas as demais possibilidades, naturais ou não naturais, são descartadas. Os casos geralmente ocorrem durante o sono e atingem principalmente bebês entre dois e quatro meses de vida, frequentemente associados a fatores de risco no ambiente de descanso.
Entre os fatores conhecidos estão a posição de bruços, superfícies macias, excesso de cobertores ou objetos soltos no berço, compartilhamento de cama com adultos, exposição à fumaça do cigarro e histórico de prematuridade.
“A Síndrome da Morte Súbita do Lactante acomete, principalmente, bebês dos dois aos quatro meses de vida, mas pode acontecer até em menores de um ano e tem como fatores de risco principais cama compartilhada, que dorme em posição com barriguinha para cama, uso de um colchão muito macio ou deixar a criança deitada junto de muitos cobertores ou travesseiros”, explicou Geísa Rufino, perita médica-legista da Polícia Científica do RN.
No processo de investigação, a Polícia Científica desempenha papel fundamental ao esclarecer a causa da morte e identificar se há indícios de acidentes, doenças ocultas ou violência. A necropsia completa, realizada por especialistas, garante segurança técnica para as famílias e autoridades, além de auxiliar na confirmação dos casos compatíveis com a síndrome.
ORIENTAÇÕES
A Polícia Científica potiguar destaca cinco orientações para a prevenção da SMSL. Uma delas é ter cuidado quando for colocar o bebê para dormir. Outra orientação é sobre o colchão, travesseiro e protetores laterais.
As orientações seguem evitar cobrir o bebê e optar por roupas adequadas, como também o não compartilhamento da cama com adultos. Por fim, manter o pré-natal adequado e evitar a exposição deles à fumaça de cigarro.
“O bebê deve sempre dormir com barriga para cima numa superfície plana e rígida, sem lençóis, travesseiros, com uma roupa adequada para a temperatura e de preferência numa cama não compartilhada dentro do mesmo quarto, mas numa superfície que seja somente sua. Além disso, o pré-natal é fundamental para a saúde desse bebê. Deve-se evitar o cigarro na sua gestação e evitar com que essa criança tenha contato com a fumaça”, acrescentou Geísa Rufino.
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CONFIRA ORIENTAÇÕES ESSENCIAIS DE PREVENÇÃO:
- Colocar o bebê para dormir sempre de barriga para cima.
- Utilizar colchão firme, sem travesseiros soltos, protetores laterais ou brinquedos de pelúcia.
- Evitar cobrir a cabeça do bebê e optar por roupas adequadas à temperatura.
- Não compartilhar a cama com adultos — o bebê deve dormir em superfície própria, no mesmo quarto.
- Manter acompanhamento pré-natal adequado e evitar exposição à fumaça de cigarro.
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