O custo médio total de construção do m² no território potiguar foi de R$ 1.729,46 em agosto
Por Edinaldo Moreno / Repórter do Jornal de Fato
Pela primeira vez em 2025, o Rio Grande do Norte registrou o menor custo médio do Brasil com mão de obra no setor de construção. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) registrou que em agosto o custo médio da mão de obra na construção civil foi R$ 676,01 por metro quadrado (m²) no Rio Grande do Norte.
O IBGE destaca que, mesmo com a variação positiva de 1,54% em relação ao mês anterior, o resultado dá ao estado, pela primeira vez no ano, o menor custo do País com trabalhadores do setor. Nos quatro primeiros meses de 2025, o RN ocupou a quinta posição entre os estados com menores custos com mão de obra do País no setor da construção civil.
O levantamento divulgado nesta quarta-feira (10) mostra que o cenário começou a mudar em maio e junho, quando o estado registrou o quarto menor custo, e se intensificou em julho, quando chegou à segunda posição.
Já o custo médio total de construção do m² no território potiguar foi de R$ 1.729,46 em agosto, com uma variação positiva de 0,24%, duas vezes maior que a variação do mês anterior (0,12%). O custo médio do m² é composto por custo com mão de obra e com material. No último mês, o custo com material foi de R$ 1.053,45, o que corresponde a mais de 60% do total.
ACUMULADO
No acumulado do ano, o custo médio do m² no RN subiu 2,65%, o segundo menor aumento entre os estados do Nordeste, à frente apenas da Paraíba (1,85%). Já a variação acumulada dos últimos 12 meses se manteve em 3,53% no mês de agosto no RN, mas foi a menor registrada na região.
O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi) produz séries mensais de custos e índices para o setor habitacional, e séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.
As estatísticas do Sistema são uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal (Caixa), e são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos.
RETRANCA
Em agosto, Índice Nacional da Construção Civil varia 0,79%
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) variou 0,79% em agosto, ficando 0,48 ponto percentual (p.p.) acima de julho, que foi de 0,31%. O índice para agosto é a segunda maior variação no ano, ficando atrás apenas de junho. O acumulado nos últimos 12 meses foi para 5,42%, acima dos 5,25% nos 12 meses imediatamente anteriores.
O último balanço divulgado pelo IBGE mostrou que o custo nacional da construção, por metro quadrado, passou de R$ 1.848,39 em julho, para R$ 1.863,00 em agosto, sendo R$ 1.064,10 referentes aos materiais e R$ 798,90, à mão de obra.
A região Sul, influenciada pelas altas na parcela dos profissionais em todos os estados, ficou com a maior variação regional em agosto, registrando 2,19%. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,73% (região Norte), 0,36% (região Nordeste), 0,65% (região Sudeste) e 0,81% (região Centro-Oeste).
Com alta na parcela dos materiais e acordo coletivo firmado nas categorias profissionais, Mato Grosso do Sul foi o estado que registrou a maior taxa em agosto, 2,97%, seguido pelo Paraná (2,79%) e Rio Grande do Sul (2,66%), também influenciados pelo reajuste no setor da mão de obra.
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