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Postado às 09h30 | 25 Jul 2025 | redação Pnad Contínua aponta que mais de 85% da população potiguar possui telefone móvel

Pesquisa revela que 2,7 milhões de pessoas no Rio Grande do Norte com 10 anos ou mais de idade possuíam telefone móvel em 2024. A PNAD Contínua investigou no 4º trimestre de 2024 o módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação

Crédito da foto: Ilustrativa Em 2024, 97,2% das pessoas com celular utilizaram a internet

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) em que se constatou que 2,7 milhões de pessoas no Rio Grande do Norte com 10 anos ou mais de idade possuíam telefone móvel. O número equivale a 85,7% dessa população. Os dados são oriundos do módulo temático de Tecnologia da Informação e Comunicação da PNAD Contínua Anual – 2024. Não há dados por município.

A PNAD Contínua investigou no 4º trimestre de 2024 o módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), abordando o acesso à internet, televisão, telefone e outros equipamentos tecnológicos nos domicílios particulares permanentes, além do uso de celular e internet por pessoas com 10 anos ou mais. Em 2022, os questionários de domicílios e pessoas foram reformulados para ampliar e qualificar a coleta de informações, incorporando temas como streaming pago, dispositivos inteligentes, acesso gratuito à internet em locais públicos e à tecnologia 5G. Com isso, algumas séries históricas foram descontinuadas e outras iniciadas a partir de 2022.

Observa-se que acesso à internet por meio do celular se tornou praticamente universal no Rio Grande do Norte. Em 2024, 97,2% das pessoas com celular utilizaram a internet, um crescimento de destaque quando comparado aos 75,3% de 2016. De acordo com o último levantamento, quanto à posse de telefone celular para uso pessoal, por sexo, observou-se que houve expansão entre homens e mulheres no Rio Grande do Norte.

Ainda segundo a Pnad Contínua, em 2024, 83,3% dos homens e 87,9% das mulheres possuíam celular, frente a 73,3% e 78,7%, respectivamente, em 2016. O uso da internet pelo celular alcançou quase a totalidade dos usuários no RN. Em 2024, 99% dos estudantes e 96,8% dos não estudantes com celular acessaram a internet por meio do aparelho.

“Esses dados demonstram que o celular se tornou o principal instrumento de inclusão digital, independentemente da condição de estudante. A conectividade móvel favorece o acesso à informação, serviços públicos e plataformas educacionais, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade social ou em áreas com acesso restrito à internet fixa”, destacou o IBGE do Rio Grande do Norte.

ACESSO

Conforme a pesquisa, a proporção de domicílios com acesso à internet cresceu no país. No Brasil, o percentual passou de 70,9% em 2016 para 93,6% em 2024. No Nordeste, o avanço foi de 57,9% para 91,3%, e no Rio Grande do Norte, de 66,4% para 92,3%. O uso da internet aumentou entre homens e mulheres de 2016 a 2024. No Rio Grande do Norte, as mulheres mantiveram percentuais mais altos que os homens ao longo do período, com 89,6% contra 85,7% em 2024.

A análise por grupos de idade no Rio Grande do Norte mostrou maior uso da internet entre os mais jovens, especialmente entre 20 e 39 anos. Em 2024, os percentuais nessa faixa etária ultrapassaram 90%. Por outro lado, a participação dos idosos cresceu: pessoas com 60 anos ou mais passaram de 3,9% em 2016 para 13,6% em 2024. O avanço entre os mais velhos pode estar associado à maior familiaridade com tecnologias móveis e à necessidade de acesso digital para serviços de saúde, comunicação e benefícios sociais.

Em 2024, a utilização da internet entre estudantes no Rio Grande do Norte atingiu 92,6%, superando os 83,9% de 2016. Entre os não estudantes, o uso também cresceu, passando de 55,1% para 86,5%. A escolaridade seguiu como determinante do acesso à internet. Em 2024, entre as pessoas com ensino superior completo no Rio Grande do Norte, 14,8% usaram a internet nos últimos três meses, enquanto entre os sem instrução ou com fundamental incompleto, o percentual foi de 34,4%.

A posse de telefone celular cresceu entre estudantes e não estudantes no RN. Em 2024, 80,9% dos estudantes e 86,8% dos não estudantes possuíam celular, um avanço em relação a 2016, quando os percentuais eram 70,7% e 77,6%, respectivamente.

Em 2024, 15,5% das pessoas no RN usaram a internet gratuitamente em escolas públicas ou bibliotecas, 10,9% em unidades de saúde públicas e 12,8% em praças ou parques. “A presença da internet gratuita em espaços públicos permanece fundamental para reduzir desigualdades de acesso, especialmente entre pessoas de baixa renda. As escolas e bibliotecas continuam sendo os locais mais utilizados, seguidos dos espaços abertos, evidenciando a importância da infraestrutura pública digital para garantir a inclusão e o exercício da cidadania em ambientes urbanos e periféricos”, frisou o órgão federal.

 

Percentual de domicílios com TV paga cai no RN

Entre 2016 e 2024, o percentual de domicílios sem televisão aumentou gradativamente no Rio Grande do Norte, conforme a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Enquanto em 2016 esse percentual estava abaixo de 5%, em 2024 se aproximou dos 10% no estado.

A posse de serviço de televisão por assinatura reduziu-se de 2016 a 2024. No Brasil, o percentual caiu de 33,9% para 24,3%; no Nordeste, de 18,5% para 13,3%; e no Rio Grande do Norte, de 29,1% para 19,4%.

Conforme observado, o principal motivo para a ausência de TV por assinatura em 2024 foi a falta de interesse pelo serviço, superando o custo elevado que liderava em 2016. No Rio Grande do Norte, 55,1% dos domicílios alegaram desinteresse, enquanto apenas 30,4% mencionaram o preço.

O acesso a serviços pagos de streaming de vídeo apresentou recuperação em 2024 no RN, após queda em 2023. O número de domicílios com acesso subiu de 347 mil para 375 mil, representando 31% do total. No Brasil, o percentual retornou ao patamar de 2022 (43,4%). A oscilação pode refletir fatores econômicos, como a retomada do consumo após pandemia, e mudanças nos hábitos de mídia, com parte da população migrando entre serviços conforme a renda disponível. A coexistência com canais abertos e fechados aponta para um cenário de pluralidade nas formas de acesso à informação e entretenimento.

 

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