Sexta-Feira, 25 de setembro de 2026

Postado às 10h15 | 25 set 2026 | redação Em um ano, abertura de MEIs no Rio Grande do Norte cresce 10,6%

Crédito da foto: Ilustrativa Estado registrou 27,3 mil novos microempreendedores individuais em um ano

Da Redação do Jornal de Fato

Entre janeiro e julho de 2026, o Rio Grande do Norte registrou a abertura de 27,3 mil Microempreendedores Individuais (MEIs). Isso representa uma alta de 10,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O estado atinge o número de 154.594 MEIs ativos. Os dados são do Mapa de Empresas, do Governo Federal.

O crescimento está relacionado, entre outros fatores, à possibilidade de formalização simplificada oferecida pelo MEI, que permite ao trabalhador obter CNPJ, emitir nota fiscal e acessar serviços financeiros específicos.

“O MEI funciona como uma porta de entrada para a formalização de muitas atividades econômicas. Quando observamos um crescimento dessa magnitude, temos um indicativo de que mais pessoas estão transformando atividades individuais em negócios formalizados. A partir daí, surgem novas necessidades de gestão, organização financeira e planejamento para a continuidade dessas empresas”, afirma Artur da Silva Figueiredo, assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste.

Mossoró registrou 2.523 novos MEIs abertos, ficando na terceira colocação no estado, atrás de Natal e Parnamirim. O desempenho da segunda maior cidade do RN sugere que a economia local não está conseguindo acompanhar o mesmo crescimento da região metropolitana de Natal.

A capital potiguar concentrou a maior parte dos novos registros. Foram 9.373 MEIs abertos em Natal entre janeiro e julho, o equivalente a cerca de 34% das novas formalizações no estado. Parnamirim aparece na segunda posição, com 3.588 novos MEIs.

Juntas, as três maiores cidades do estado responderam por, aproximadamente, 57% das novas formalizações realizadas no Rio Grande do Norte no período.

 

RETRANCA

Título: Número de fechamento de empresas cresce no RN

O número de encerramentos de empresas desse tipo também aumentou, mas em ritmo inferior ao das aberturas. Entre janeiro e julho de 2026, foram extintos 14.698 MEIs no Rio Grande do Norte, contra 13.219 no mesmo período de 2025, uma alta de 11,2%.

Com isso, o estado acumulou saldo positivo de 12.651 MEIs no período, resultado da diferença entre novos registros e extinções.

“Depois da formalização, o desafio passa a ser transformar o registro em um negócio sustentável. Para isso, o empreendedor precisa acompanhar receitas e despesas, controlar o fluxo de caixa, separar as finanças pessoais das empresariais e planejar o capital necessário para manter a operação. Esses cuidados são especialmente importantes em negócios nos quais o próprio empreendedor concentra grande parte das funções administrativas”, explica Artur Figueiredo.

 

RETRANCA 2

Título: Varejo cresce entre empresas ativas

O comércio varejista é um dos pontos de conexão entre o perfil dos pequenos empreendedores e a atividade econômica observada no estado. Para Artur, a presença expressiva do setor evidencia a importância de uma gestão financeira próxima da operação.

“O pequeno varejista trabalha com uma dinâmica muito ligada ao fluxo diário de vendas, reposição de estoque, pagamento de fornecedores e formação de preços. Ter clareza sobre o fluxo de caixa e sobre a necessidade de capital de giro é fundamental para que o empreendedor consiga manter a operação e aproveitar oportunidades de crescimento”, afirma.

No Sicredi, o volume registrado na carteira de crédito para empresas varejistas no Rio Grande do Norte chegou a R$ 179,22 milhões em julho de 2026. O resultado representa crescimento de 22,9% em 12 meses. Para Artur, a proximidade com os empreendedores é um dos diferenciais do modelo cooperativo de crédito.

Artur Figueiredo destaca que o papel da cooperativa é compreender a realidade de cada empreendedor e oferecer soluções adequadas ao momento do negócio. Para o MEI e para o pequeno varejista, isso pode envolver desde serviços financeiros e orientação para organização do caixa até soluções de crédito e investimento, sempre considerando a capacidade financeira e os objetivos da empresa.

“A ideia é construir uma relação de longo prazo que acompanhe a evolução do negócio”, conclui o assessor de Ciclo de Crédito da Central Sicredi Nordeste.

Tags:

Rio Grande do Norte
MEIs
economia
empresa

voltar