O gás de cozinha volta a onerar o orçamento das famílias. Houve um aumento no início da semana confirmado pelo Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás Varia entre R$ 4 a R$ 4,50 e deve elevar o preço do botijão de 13 quilos para cerca de R$ 130
Consumidor começa a pagar mais caro pelo botijão de 13 quilos
Da Redação do Jornal de Fato
O gás de cozinha volta a onerar o orçamento das famílias do Rio Grande do Norte. Houve um aumento no início da semana confirmado pelo Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN). Varia entre R$ 4 a R$ 4,50 e deve elevar o preço do botijão de 13 quilos para cerca de R$ 130, a depender da revenda.
O novo aumento começou a ser repassado às distribuidoras nesta terça-feira, 15, segundo o presidente do Singás-RN, Ivo Lopes. Em Mossoró, o consumidor ainda não reclamou do novo preço, mas os distribuidores acreditam que até o fim da semana o aumento estará consolidado.
O reajuste ocorre tradicionalmente no mês de setembro e está relacionado aos custos das distribuidoras. “Todo ano, em setembro, existe reajuste da distribuidora por causa dos aumentos de salários, é o período que há esse repasse dos custos anuais", explicou Ivo Lopes.
Em abril, o preço do botijão de 13 quilos havia sofrido um reajuste de R$ 7 a R$ 10 no estado, elevando o valor para uma faixa entre R$ 120 e R$ 125, conforme a revenda. Na época, o Singás-RN apontou como fatores para o aumento uma mudança na política de preços da Petrobras para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e a alta do diesel.
Segundo o sindicato, distribuidoras haviam comprado o GLP em um leilão interno da Petrobras com aumento médio de 10%. A alta do diesel também pressionava os custos de transporte do produto, já que a maior parte da distribuição é feita por rodovias.
Gás do Povo
Para amenizar o impacto no bolso das camadas mais carentes, o Governo Federal mantém o programa Gás do Povo”, que garante a recarga gratuita de botijões de gás de cozinha (13 kg) para famílias de baixa renda, substituindo o antigo Auxílio Gás.
O benefício não é pago em dinheiro; ele é disponibilizado por meio de um vale eletrônico (ou voucher) que pode ser trocado diretamente em revendas credenciadas.
Quem tem direito?
- Estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) com os dados atualizados nos últimos 24 anos (idealmente 24 meses).
- Ter renda familiar mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
- Há prioridade para famílias que já recebem o Bolsa Família.
O programa federal garante para famílias com 2 ou 3 pessoas até 4 recargas por ano (com validade de 3 meses para cada vale).
Já as famílias de 4 ou mais pessoas recebem até 6 recargas por ano (com validade de 2 meses para cada vale).
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