Sexta-Feira, 15 de May de 2026

Postado às 10h15 | 15 May 2026 | redação Rio Grande do Norte registra menor taxa de desemprego para o 1º trimestre desde 2012

Pnad Contínua estimou a presença de 60 mil pessoas desalentadas no estado no primeiro trimestre de 2026, uma variação de -17,9% em relação ao último trimestre do ano passado (73 mil). Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho

Crédito da foto: Ilustrativa Carteira de Trabalho

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a taxa de desocupação do primeiro trimestre de 2026 no Rio Grande do Norte, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua Trimestral). O percentual ficou em 7,6% no trimestre janeiro, fevereiro e março.  Essa foi a menor taxa registrada pela pesquisa para o trimestre desde 2012, início da série histórica.

A pesquisa destaca que, em relação ao primeiro trimestre de 2025 (9,9%), houve queda de 2,3 pontos percentuais (p.p.) na taxa de desocupação do estado. Já em relação ao último trimestre do ano passado (6,7%), houve variação positiva de 0,9 p.p., cenário considerado de estabilidade.  Com o resultado, o IBGE estima que havia 113 mil pessoas desocupadas no RN nos três primeiros meses deste ano, 39 mil pessoas a menos que o mesmo período do ano anterior (-25,4%). 

Por outro lado, havia 1,374 milhões de pessoas ocupadas no Rio Grande do Norte no primeiro trimestre do ano, uma variação de –2,7% em relação ao período anterior. Com isso, o nível da ocupação foi calculado em 48,1%, diferença de -1,4 p.p. em comparação com os meses finais de 2025.  Os dados mostram que havia 444 mil pessoas ocupadas com carteira de trabalho assinada e 208 mil pessoas sem carteira assinada no último trimestre no RN.

O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no estado ficou em situação de estabilidade, ao valor de R$ 2.953, diferença de R$ 72 frente o rendimento médio do trimestre terminado em dezembro (R$ 2.881).

RETRANCA

Taxa de informalidade chega a 41,5% no RN, menor do Nordeste

A taxa de informalidade do Rio Grande do Norte foi de 41,5% no primeiro trimestre de 2026, 0,6 ponto percentual abaixo da taxa observada no trimestre anterior (42,1%). 

Embora tenha ficado acima da média nacional (37,3%), a taxa de informalidade potiguar foi a menor registrada entre os estados nordestinos no período, e também ficou abaixo da média da Região (48,9%).

O recuo da informalidade foi influenciado principalmente pela queda de -10,4% na quantidade de trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ. Essa foi a maior redução observada pela pesquisa no Brasil.

O IBGE estima que havia 570 mil potiguares em situação de trabalho informal no trimestre terminado em março. O número considera as pessoas de 14 anos ou mais de idade que estavam empregadas no setor privado sem carteira de trabalho assinada, os empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada, os empregadores sem registro no CNPJ, os trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ e os trabalhadores familiares auxiliares.

RETRANCA 2

Pessoal desalentado diminui quase 18% no RN

A Pnad Contínua estimou a presença de 60 mil pessoas desalentadas no Rio Grande do Norte no primeiro trimestre de 2026, uma variação de -17,9% em relação ao último trimestre do ano passado (73 mil desalentados). Frente ao primeiro trimestre de 2025, quando havia cerca de 80 mil desalentados no estado, a variação foi de -24,9%. 

Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir um trabalho se ele aparecesse. Enquadram-se nessa categoria quando desistem de procurar emprego devido à falta de experiência, de idade, ou por acreditarem que não há oportunidades de emprego na sua localidade, entre outras razões.

Nos meses de janeiro-fevereiro-março, o percentual de pessoas desalentadas na população na força de trabalho ou desalentada no RN foi de 3,9%, 0,7 p.p. a menos que no trimestre anterior (4,6%). O grupo também é composto, em geral, por estudantes, aposentados, pessoas dedicadas a atividades domésticas, entre outros grupos de pessoas que não têm intenção ou disponibilidade de entrar no mercado de trabalho no momento.

 

1º TRIMESTRE (janeiro, fevereiro e março)

2026

1º trimestre: 7,6%

2025

4º trimestre: 6,7%

3º trimestre: 7,5%

2º trimestre: 7,5%

1º trimestre: 9,9%

2024

4º trimestre: 8,7%

3º trimestre: 8,9%

2º trimestre: 9,2%

1º trimestre: 9,8%

2023

4º trimestre: 8,5%

3º trimestre: 10,1%

2º trimestre: 10,3%

1º trimestre: 12,3%

Fonte: Pnad Contínua/IBGE

 

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