No município de Apódi, na região Oeste potiguar, os integrantes do MST ocupam um trecho da BR-405, na Chapada do Apodi. Veículos de carga e de passageiros não passam. Os manifestantes só liberam veículos que estão transportantes pessoas doentes
Integrantes do MST bloqueiam rodovia federal no Rio Grande do Norte
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam, na manhã desta segunda-feira (9), bloqueios em rodovias federais no Rio Grande do Norte como parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Sem Terra, mobilização que ocorre em várias regiões do país.
No município de Apodi, refião Oeste potiguar, manifestantes ocupam um trecho da BR-405, na Chapada do Apodi. Veículos de carga e de passageiros não passam. Os manifestantes só liberam veículos que estão transportantes pessoas doentes.
Já em Touros, no litoral Norte potiguar, outro grupo bloqueou os dois sentidos da BR-101, no km 1 da rodovia, por volta das 6h.
De acordo com informações iniciais, equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foram acionadas e estão se deslocando para o local. A Central do Corpo de Bombeiros também foi acionada pelo Centro de Controle Regional (C3R).
Segundo os manifestantes, o protesto integra as ações relacionadas ao 8 de março, Dia Internacional da Mulher, e reúne pautas como o enfrentamento ao feminicídio, a implementação da reforma agrária e a regularização das famílias que ocupam o perímetro da Chapada do Apodi, área localizada entre os municípios de Apodi e Felipe Guerra.
De acordo com Vanusa Macedo, representante do MST no estado, o movimento ocorre simultaneamente em outras regiões do Brasil.
“Aqui nós estamos reunidos na Chapada do Apodi, e não só aqui, mas no Brasil inteiro, em protesto em defesa da nossa pauta neste 8 de março. Estamos em defesa da conquista dos nossos direitos à terra, à produção saudável e do enfrentamento ao feminicídio, que tem crescido no Brasil”, afirmou.
Ainda segundo a representante, os manifestantes pretendem manter a rodovia interditada até que haja diálogo com representantes do Governo Federal.
O grupo cobra a presença de integrantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) para discutir a situação das famílias que vivem na área.
“Nós exigimos que o Governo atenda de imediato a nossa pauta, que está esquecida há muito tempo, principalmente enviando um representante para dialogar sobre o perímetro irrigado aqui do DNOCS. A nossa pauta principal é a terra, mas também exigimos esse diálogo. Há 15 anos essas famílias estão acampadas sem nenhum resultado”, disse Vanusa Macedo.
Segundo o MST, os manifestantes afirmam que só deixarão o local após a presença de representantes do Governo Federal para tratar das reivindicações.
Fonte: NOVO
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