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Postado às 09h30 | 04 Dez 2025 | redação Estudo revela que 7 a cada 10 potiguares viviam com um salário mínimo em 2024

Maior parte da população potiguar, ou 35,4%, tinha um rendimento domiciliar per capita de mais de metade até um salário mínimo no último ano. Em segundo lugar, vinha a classe com mais de um quarto até meio salário que concentrou 23,1% no ano passado

Crédito da foto: Ilustrativa Renda familiar tem média baixa no Rio Grande do Norte

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) apontando que, pela primeira vez na série histórica, iniciada em 2012, a pobreza no Rio Grande do Norte caiu para menos de 40% em 2024. Em números absolutos, 354 mil potiguares deixaram a pobreza no ano passado em relação a 2023. A SIS apontou ainda redução no número de potiguares abaixo da linha de extrema pobreza em 2024.

Segundo o IBGE, o Rio Grande do Norte tinha no ano passado 33,4% da população vivendo com rendimento domiciliar per capita abaixo da linha de pobreza. Em comparação a 2023, a pobreza atingiu 43,8% dos potiguares. A redução no período foi de 10,3%.

A pesquisa destaca que o percentual de potiguares abaixo da linha de extrema pobreza caiu para 5,2% em 2024, ante os 6,4% do ano anterior. Em um ano, 40 mil pessoas saíram da extrema pobreza no território potiguar entre 2023 e 2024. Seguindo a metodologia do Banco Mundial, foram considerados extremamente pobres as pessoas com rendimento domiciliar per capita de US$ 2,15 PPC por dia ou R$ 217 por mês para o RN.

Ainda de acordo com a SIS, os números no Rio Grande do Norte estão abaixo da média da Região Nordeste (39,4% na pobreza e 6,5% na extrema pobreza), mas acima das médias nacionais (23,1% e 3,5%, respectivamente). No Brasil, 1,9 milhão de pessoas saíram da situação de extrema pobreza entre os anos de 2023 e 2024. No mesmo período, o contingente de pessoas pobres reduziu 8,6 milhões no País.

PROGRAMAS SOCIAIS

A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE revelou ainda que o percentual de pessoas em situação de pobreza e extrema pobreza seria maior no Rio Grande do Norte se não existissem benefícios de programas sociais governamentais. Nesse caso, a proporção de pessoas vivendo abaixo da linha de extrema pobreza em 2024 teria sido de 16,2%, e não os 5,2% observados.

Já a proporção de pessoas na pobreza teria sido de 40,4% da população potiguar. A mesma tendência é observada na Região Metropolitana de Natal, que teria 31,2% de sua população abaixo da linha de pobreza e 12,6% na extrema pobreza em um cenário em que os benefícios financeiros dos programas de transferência de renda não existissem.

 

70% dos potiguares viviam com um salário mínimo

A Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE mostrou que 7 em cada 10 potiguares viviam com até 1 salário mínimo em 2024. De acordo com a pesquisa, 70,10% dos potiguares viviam com até 1 salário mínimo (s.m.). A redução foi de 5,91 pontos percentuais ante 2023, quando o percentual era de 76,01%. O número está abaixo da média da Região Nordeste (73,23%), mas muito acima da média nacional (53,41%).

A maior parte da população potiguar, ou 35,4%, tinha um rendimento domiciliar per capita de mais de metade até um salário mínimo no último ano. Em segundo lugar, vinha a classe com mais de um quarto até meio salário que concentrou 23,1% da população potiguar em 2024.

Por outro lado, 28,5% dos potiguares viviam com renda de mais de 1 salário mínimo em 2024, sendo que 16,6% estavam na classe de mais de 1 a 2 s.m. Apenas 2,2% da população tinha rendimento de mais de 5 s.m.

O levantamento mostra também uma diminuição no percentual de pessoas sem rendimento, que ficou em 0,9% em 2024. No ano anterior, 1,3% dos potiguares faziam parte dessa classe.

 

Homens brancos ganham em média 32% a mais que mulheres pretas ou pardas no RN

No Rio Grande do Norte, homens brancos ganharam em média R$ 2.013 por mês em 2024. O valor é 32,75% maior que o rendimento médio domiciliar per capita de mulheres pretas ou pardas, que ganharam R$ 1.354 no mesmo período. A disparidade também é observada na comparação com o rendimento de homens pretos ou pardos, que ganharam em média R$ 1.365, ou seja, 32,20% a menos que os homens brancos.

A diferença de renda se mantém em relação às mulheres brancas, mas é menor. Em média, elas ganharam R$ 1.738, ou 13,67% a menos que os homens da mesma cor ou raça. Com esses resultados, a Síntese revela crescimento da desigualdade de renda entre homens brancos e os demais grupos populacionais na última década.

Em 2013, as mulheres pretas ou pardas do estado tinham rendimento médio de R$ 958, valor 29,20% menor que o rendimento dos homens brancos na época (R$ 1.353). Já com relação à renda dos homens pretos ou pardos (R$ 1.046), a diferença era de -22,70% ante a renda dos homens brancos.

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