Cisternas asseguram até seis meses de água para uma família de cinco pessoas
O acesso à água potável ainda é um desafio para milhares de pessoas que moram no semiárido brasileiro e requer política pública e investimento. Com o objetivo de promover a segurança hídrica para a população potiguar, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), por meio da 12ª Superintendência Regional, concluiu a implantação de 148 cisternas em sete municípios (Bodó, Monte das Gameleiras, São Tomé, Brejinho, Nova Cruz, Santo Antônio e São Paulo do Potengi) no último ano. O investimento total de R$ 1,4 milhão beneficiou 592 pessoas e levou uma solução simples e eficiente para comunidades rurais que enfrentam historicamente a escassez de água.
Com capacidade para 16 mil litros cada, as cisternas asseguram até seis meses de água para uma família de cinco pessoas, podendo chegar, em alguns casos, a oito meses, se a água for usada exclusivamente para beber e cozinhar.
As cisternas implantadas pela Codevasf funcionam a partir de um sistema de captação da água da chuva. A estrutura do telhado da casa recebe as chuvas, que são direcionadas por calhas e canos até o reservatório. Vedada e de fácil manutenção, a cisterna mantém a água em condições adequadas para consumo humano.
“Levar água a quem não tem é levar justiça social e dignidade. Quem viveu uma seca, a dificuldade de acesso à água, de carregar lata d’água na cabeça, sabe como é dura essa realidade. Não dá para aceitar que viver na área rural seja uma sentença de sofrimento. Felizmente, estamos mudando essa realidade com a implantação das cisternas”, enfatizou Lindberg Tinôco, superintendente regional do Rio Grande do Norte.
O processo de seleção das famílias foi conduzido em parceria com as Secretarias Municipais de Agricultura e Assistência Social, obedecendo a critérios como: residir em área rural, estar preferencialmente inscrito no Cadastro Único, não possuir sistema de abastecimento de água e dispor de terreno próprio com condições para instalação. Famílias com crianças (0 a 14), idosos e pessoas com deficiência tiveram prioridade.
Além disso, a residência não pode estar em reforma estrutural ou em construção, o terreno deve conter área suficiente para a instalação e a residência deve apresentar telhado em condições adequadas para coletar água da chuva. Vale ressaltar que no critério de seleção do beneficiário é proibida a indicação de beneficiários que possuem grau de parentesco com agentes públicos em razão do exercício de cargo, de mandato e/ou função.
Impacto imediato
Para muitas comunidades, a chegada das cisternas representa o fim da insegurança de não saber se haverá água suficiente durante a estiagem. Além de garantir o abastecimento doméstico, a tecnologia reduz gastos com transporte de água, diminui a dependência de carros-pipa e melhora diretamente a qualidade de vida das famílias beneficiadas.
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