Sábado, 07 de março de 2026

Postado às 11h30 | 23 Ago 2025 | redação Pesquisa aponta esgotamento precário em cerca de 200 mil residências no RN

O percentual de domicílios no estado que realizava o despejo dos dejetos de formas consideradas inadequadas era de 26,6% em 2023. Apesar da diminuição, o percentual do RN está acima da média nacional de 14,4% estimada pelo Instituto. Dados do IBGE

Crédito da foto: Reprodução Esgoto a céu aberto

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: Características dos Domicílios e Moradores divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que o despejo inadequado de esgoto no Rio Grande do Norte caiu para 15,9%. No entanto, o percentual significa que, aproximadamente, 197 mil residências no estado destinavam os dejetos provenientes do banheiro ou sanitário para fossas rudimentares, valas, rios, lagos ou mar, entre outras formas de escoadouro.

O percentual de domicílios no estado que realizava o despejo dos dejetos de formas consideradas inadequadas era de 26,6% em 2023. Apesar da diminuição, o percentual do RN está acima da média nacional de 14,4% estimada pelo Instituto. O número considera as residências que possuem banheiro, sanitário ou buraco para dejeções. No Brasil, aproximadamente 11,7 milhões de unidades domiciliares destinaram os dejetos de forma inadequada no período analisado.

O IBGE destaca que os dados da pesquisa apontam uma diminuição gradual do esgotamento precário em território potiguar. Em 2019, 54,7% das residências estavam nessa condição. Em 2022, o número caiu para 24,1%. O problema é maior em áreas rurais do estado, onde 43,2% dos domicílios fizeram despejo inadequado em 2024. Em áreas urbanas do RN, foram estimadas 10,5% das residências com esgotamento sanitário precário. No país, os números ficaram em 53,8% para as áreas rurais e 9,5% para as urbanas.

ESGOTAMENTO ADEQUADO

Ainda de acordo com a Pnad Contínua, a proporção de domicílios com acesso a formas de esgotamento sanitário consideradas adequadas foi de 84,1% no Rio Grande do Norte em 2024, crescimento de 10,7 pontos percentuais (p.p.) frente aos 73,4% do ano anterior.

Os dados do IBGE mostram ainda que as duas soluções de esgotamento sanitário mais comuns no estado são “Rede geral ou rede pluvial”, presente em 38,1% das residências, e "Fossa séptica não ligada à rede", que está em 40% dos domicílios. Essa última é uma solução individual não ligada à rede pública de esgoto, mas considerada adequada pelo Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab). Já a “Fossa séptica ligada à rede” representou 6% do total.

Apesar do percentual elevado no estado, os dados revelam a distribuição desigual de esgotamento sanitário adequado entre as áreas rurais e urbanas. Enquanto 45% das residências urbanas do RN contavam acesso à “Rede geral ou rede pluvial” de esgotamento em 2024, estima-se que apenas 3,4% das rurais tinham acesso ao serviço. Nas unidades domiciliares de áreas rurais, predominou a solução de "Fossa séptica não ligada à rede", presente em 49,8% dos domicílios.

A Pnad Contínua realiza visitas trimestrais a domicílios selecionados, durante cinco trimestres consecutivos. Na primeira visita, são coletadas informações sobre as características gerais do domicílio. Além disso, a pesquisa investiga regularmente dados como sexo, idade e cor ou raça dos moradores.

Entre as características dos domicílios, são levantadas informações sobre serviços de saneamento básico, como abastecimento de água, presença de banheiro e esgotamento sanitário, e destino do lixo, além do acesso à energia elétrica.

 

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