Taxa de desocupação ficou em 7,5% no 2º trimestre deste ano. O índice consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua referente a abril, maio e junho. Percentual representa o menor indicador da série histórica iniciada em 2012
Emprego com carteira assinada
Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato
A taxa de desocupação no Rio Grande do Norte ficou em 7,5% no 2º trimestre deste ano. O índice consta na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua referente aos meses de abril, maio e junho de 2025. Divulgada nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual representa o menor indicador da série histórica iniciada em 2012.
São consideradas desocupadas as pessoas que estavam sem trabalho e que tomaram alguma atitude para conseguir emprego, como entregar currículo, atender a entrevistas de emprego, inscrever-se em concurso, entre outras. Essas pessoas estavam disponíveis para assumir o posto de trabalho caso o tivessem encontrado, porém não obtiveram êxito.
No último trimestre, o IBGE estimou uma população desocupada de 115 mil pessoas no estado, 36 mil pessoas a menos do que no trimestre anterior (151 mil), o que representa uma variação de -24,1%. A taxa de desocupação do estado foi inferior à da Região Nordeste, que ficou em 8,2%, mas superior à do País, que caiu para 5,8% no último trimestre, uma variação de –1,2 p.p. em relação ao trimestre anterior (7,0%) a nível nacional.
De acordo com o IBGE, o resultado mostra uma queda de 2,5 ponto percentual (p. p.) em relação ao primeiro trimestre deste ano (janeiro, fevereiro e março), quando o indicador ficou em 9,9%, o que coloca o estado na liderança do ranking nacional de variação da taxa de desocupação, como o estado com a maior variação negativa. Frente ao 2º trimestre de 2024, quando a taxa de desocupação ficou em 9,2%, a redução foi de 1,7 p.p.
Entre os estados do Nordeste, as maiores taxas de desocupação foram registradas em Pernambuco (10,4%), na Bahia (9,1%) e no Piauí (8,5%). Já Maranhão e Ceará registraram os menores indicadores da região, 6,6% cada um. No ranking geral, o RN ocupou a 9ª maior taxa do Brasil e a 6ª maior do Nordeste.
O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no Rio Grande do Norte no 2º trimestre de 2025 foi estimado em R$ 2.882, não apresentando variação estatisticamente significativa em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e, também, em relação ao trimestre anterior. Já a massa de rendimento mensal real habitual de todos os trabalhos das pessoas ocupadas no estado cresceu 2,9% no último trimestre frente o anterior, somando R$ 351,19 milhões.
No 2° trimestre de 2025, a taxa composta de subutilização da força de trabalho no Rio Grande do Norte (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) ficou em 19,2%, uma queda de 1,4 p.p. frente ao 1º trimestre de 2025 (20,6%) e menos 2,6 p.p. ante o 2° trimestre de 2023 (21,8%).
GÊNERO, COR E RAÇA
A taxa de desocupação apresentou queda tanto para os homens quanto para as mulheres entre o primeiro e o segundo trimestre de 2025, mas a diferença entre homens e mulheres permanece. No RN, a taxa de desocupação entre as mulheres saiu de 12,2% para 8,7%, e entre os homens foi de 8,1% para 6,6% no mesmo período.
Na comparação entre os dois primeiros trimestres do ano, o município de Natal apresentou queda das taxas de desocupação entre homens, com 4,6% no 2º trimestre contra 5,5% no trimestre anterior, e entre mulheres, que teve taxa de desocupação de 6,9% no último trimestre contra 7,9% no 1º trimestre do ano.
Quanto à cor/raça, as taxas de desocupação entre brancos (6,7%) e pardos (8,2%) no Rio Grande do Norte estão acima da taxa nacional que é de 4,8% e 6,4%, respectivamente. Já entre pretos, o indicador foi menor no RN (6,7%), do que no Brasil (7,0%). Na capital do estado, apenas a taxa para brancos (5,8%) foi superior a nacional.
RN tem 1,4 milhão de pessoas ocupadas no 2º trimestre de 2025
A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua apontou que das 2,8 milhões de pessoas da população potiguar em idade de trabalhar (com 14 anos de idade ou mais) estimadas no último trimestre, 1,53 milhão estavam na força de trabalho, sendo 1,423 milhão ocupadas e 115 mil desocupadas.
Quanto aos ocupados, o número cresceu 3,7% no 2º trimestre, frente ao 1º trimestre de 2025, quando o RN tinha 1,372 milhões de pessoas ocupadas. Ou seja, o aumento estimado foi de 51 mil pessoas a mais ocupadas no estado.
Em relação à ocupação por grupo de atividades no trabalho principal, para o 1º trimestre de 2025, o setor da Administração Pública foi o que mais empregou no estado (310 mil pessoas), seguido pelo Comércio (293 mil pessoas) e pelo setor de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (171 mil pessoas).
RN registrava cerca de 670 mil trabalhadores empregados no setor privado
No 2º trimestre de 2025, entre os 669 mil trabalhadores empregados no setor privado no estado, 71% tinham carteira de trabalho assinada. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 12,5%, o que significa 53 mil pessoas a mais com carteira assinada no último trimestre ante o mesmo trimestre de 2024. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a variação foi de 5,4 p.p.
Já o percentual da população ocupada do RN trabalhando por conta própria passou de 32,98% no 1º trimestre de 2025 (340 mil pessoas) para 29,14% no 2º trimestre (367 mil pessoas).
A taxa de informalidade no RN no 2º trimestre de 2025 foi de 39,5% da população ocupada, 2 p.p. menor do que a observada no 1º trimestre de 2025 (41,5%). Com essa taxa, o estado ocupa a 15ª posição no país (contra 13ª do trimestre anterior) e a 1ª entre os estados nordestinos, com menor percentual do indicador.
No 2º trimestre, o percentual de informalidade entre os potiguares estava acima da média brasileira (37,8%), mas inferior a taxa da Região Nordeste (50,3%).
Número de desalentados registra redução no 2º trimestre
Ainda de acordo com a Pnad Contínua, o percentual de desalentados (frente à população na força de trabalho ou desalentada) no 2º trimestre de 2025 foi de 2,5%, 0,4 p.p. menor que a observada no primeiro trimestre de 2025 (2,9%) e no 2º trimestre de 2024 (2,9%).
Desalentados são pessoas que estão fora da força de trabalho, ou seja, não estão trabalhando nem procurando emprego, mas gostariam de trabalhar e estariam disponíveis para assumir um trabalho se ele aparecesse.
Eles se enquadram nessa categoria porque, embora queiram trabalhar, desistiram de procurar emprego devido a diversas razões, como falta de experiência, idade, ou por acreditarem que não há oportunidades na sua localidade.
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