Sábado, 07 de março de 2026

Postado às 09h15 | 30 Jul 2025 | redação RN tem a quinta menor taxa de acidentes de trabalho do país no 1º semestre de 2025

Balanço mais recente mostra que o RN registrou 2.420 acidentes de trabalho entre 1º de janeiro e 30 de junho. O número coloca o estado com a quinta menor taxa de acidentes no trabalho para cada grupo de 100 mil trabalhadores. A taxa chega a 456

Crédito da foto: Ilustrativa Trabalhador da área da construção civil

Por Edinaldo Moreno / Jornal de Fato

Dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), durante a live da Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (CANPAT), realizada nesta semana, revelaram que o Rio Grande do Norte tem uma das cinco menores taxas de acidentes de trabalho do país no primeiro semestre de 2025.

A apresentação marcou o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho (27 de julho) e teve como base informações extraídas do e-Social, em uso desde 2022, e do INSS, podendo apresentar variações conforme os critérios de extração e consolidação.  Balanço mais recente mostrou que o RN registrou 2.420 acidentes de trabalho entre 1º de janeiro e 30 de junho.

O número coloca o Rio Grande do Norte com a quinta menor taxa de acidentes no trabalho para cada grupo de 100 mil trabalhadores. A taxa chega a 456, o que significa a cada 100 mil trabalhadores, 456 se acidentam. Dos outros menores percentuais do país, somente um não é do Nordeste.

A menor taxa foi verificada no Piauí, com 390 acidentados a cada 100 mil trabalhadores. O total de acidentes chegou a 390. A segunda menor ficou com o Amapá (396), seguido por Maranhão (433) e Sergipe (425). Já as cinco maiores taxas são do Rio Grande do Norte (1.087), Santa Catarina (1.047), Paraná (955) e Espírito Santo (907).

Em termos absolutos, o Rio Grande do Norte registrou o nono menor número de acidentes com o total de 2.420. O estado com o menor número foi o Amapá, com 395. São Paulo (132.059), Minas Gerais (37.840), Paraná (31.307), Rio Grande do Sul (30.973) e Santa Catarina (27.339) são as cinco unidades federativas com o maior número de acidentes no período analisado.

São Paulo é o estado com o maior número de trabalhadores com 14.634.922 cadastrados. O Rio Grande do Norte ocupa a 19ª posição neste ranking com 530.774 trabalhadores. O estado com o menor número é o Amapá com 99.732.

“Os dados apresentados reforçam a necessidade de intensificar ações preventivas, especialmente nos setores com maior incidência de acidentes, como construção civil, transporte, saúde e agropecuária. Esses segmentos demandam gestão rigorosa de riscos e a implementação efetiva de medidas de segurança para a proteção dos trabalhadores”, destaca o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

LETALIDADE

A maior taxa de letalidade registrada no primeiro semestre de 2025 foi no Acre. O estado localizado no Norte do país teve taxa de 17,08. O Acre registrou no período 527 acidentes com um total de 9 óbitos. O Rio Grande do Norte teve a 12ª maior taxa de letalidade do país no semestre passado. O percentual ficou em 6,61. O total de óbitos no estado no período analisado foi de 16.

BRASIL

Desde 2021, o número de acidentes de trabalho no Brasil segue em alta. Houve crescimento de 12,63% entre 2021 e 2022; 11,91% de 2022 para 2023; e 11,16% de 2023 para 2024. No comparativo entre os primeiros semestres de 2024 e 2025, o aumento foi de 8,98%. Embora o ritmo de crescimento tenha diminuído, os dados confirmam a tendência de elevação contínua e evidenciam a urgência de ampliar políticas públicas e ações preventivas voltadas à saúde e segurança nos ambientes de trabalho.

“No Brasil, a dificuldade de mensurar a quantidade real de acidentes do trabalho decorre, dentre outros fatores, da subnotificação, falta de padronização de procedimentos nas extrações dos dados e ausência de sistema de registro unificado”, destacou a coordenadora-geral de Fiscalização em Segurança e Saúde no Trabalho, Viviane de Jesus Forte. “Existem indícios de que uma parcela significativa das ocorrências registradas como de natureza previdenciária tem, na verdade, origem acidentária”, completa.

Jovens de até 34 anos concentram 33,63% das mortes por acidentes de trabalho típicos no Brasil, revelando o alto impacto entre a população em plena idade produtiva e apontando consequências sociais, econômicas e familiares. Os dados mais recentes também indicam que as partes do corpo mais atingidas refletem falhas básicas na gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) nas empresas, como a ausência ou uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

Em 2025, a maioria dos acidentes de trabalho resultou em afastamento das atividades. Apenas 25,62% dos trabalhadores acidentados seguiram trabalhando normalmente, enquanto 62,35% precisaram se afastar por até 15 dias e 12,03% ficaram mais de 15 dias afastados. Os dados evidenciam o impacto significativo dos acidentes na saúde dos trabalhadores e na produtividade das empresas.

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