Bruno Campelo, ativista pcd, é um dos sócios fundadores da entidade
Da Redação do Jornal de Fato
As famílias atípicas do município de Patu, no Alto Oeste do Rio Grande do Norte, decidiram organizar uma entidade para fortalecer a luta por direitos e garantias. A Associação das Famílias Atípicas de Patu foi oficializada no domingo, 20, durante encontro de dezenas de mães, cuidadores e apoiadores da causa.
A entidade deve estabelecer um novo cenário do movimento por acessibilidade, acesso às políticas públicas e para a defesa de direitos das pessoas com deficiência e com espectro autista.

Dados do Censo 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), apontam que Patu tem 8,4% de sua população, estimada em mais de 11 mil habitantes, com algum tipo de deficiência, sendo que 1,4% estão dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Para Adriana Araújo, mãe atípica e uma das sócias fundadoras da associação, os números revelam a necessidade urgente de uma representação ativa no município. “É preciso que tenhamos voz, visibilidade e vez. Essa associação vai representar todos nós”, declarou Adriana.
A primeira reunião contou com a presença de representantes dos poderes Executivo e Legislativo, como o vereador Marcondes do Sindicato, e a secretária de saúde Soraia Cortez, que representou o prefeito Dr. Ednardo Moura (MDB). Também estiveram presentes educadores e profissionais de saúde.

A entidade contará com assessoria jurídica voluntária, nomes profissionais da advocacia que já atuam na defesa da inclusão, entre eles os advogados Eliaquim Rodrigues, Edygella Moura e Alyane Moura. Na reunião de domingo, eles ofereceram esclarecimentos sobre os trâmites legais da iniciativa.
A presidente da Associação de Famílias Atípicas de Caraúbas, Audênia Martins, também esteve presente e compartilhou experiências que já deram certo no município vizinho. Sua participação foi apontada como fundamental para inspirar o modelo que será adotado em Patu.
Outros nomes como o presidente da Câmara Municipal, Suetônio Moura, e o vereador Matheus Forte também manifestaram apoio à causa, fortalecendo o compromisso público com a inclusão.
Para Bruno Campelo, ativista pcd, comunicador e também um dos sócios fundadores, a associação nasce com força e já com importantes alianças. “Antes mesmo de ser criada, a nossa associação já conta com diversas parcerias. E iremos buscar cada vez mais, pois esta é uma causa urgente e que não pode e nem deve caminhar sozinha. Pelo contrário, tem que caminhar ao lado de toda a sociedade, fazendo valer o conceito de inclusão”, reforçou Bruno.

“A criação da Associação das Famílias Atípicas de Patu é, sem dúvida, um marco para o município. Mais do que uma formalidade, ela representa a união de pessoas que acreditam que inclusão não é favor, é direito. E direito se conquista com união, organização e luta coletiva”, reforça Bruno.
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