Técnico Zé Ricardo teve aproveitamente superior a 60% nos 16 meses que comandou o time do Flamengo
Da Redação do Blog Gol de Placa
A demissão de Zé Ricardo foi acertada?
A pergunta circula desde a noite de domingo (6), quando a diretoria do Flamengo oficializou a saída do jovem técnico, horas depois da derrota para o Vitória da Bahia em plena Ilha do Urubu.
As opiniões são divergentes, o que é natural no País do futebol, e principalmente entre a torcida mais apaixonado e passional do Brasil.
A única unanimidade é que Zé Ricardo é inteligente, estudioso do futebol, bom caráter, cria do Flamengo e com futuro promissor pela frente.
Temos a nossa opinião: o Flamengo não deveria se desfazer de Zé Ricardo. E dois pontos importantes jusitificam:
Primeiro ponto: O trabalho do jovem técnico pode não ter sido espetacular, como de fato não foi, porém ele tem a seu favor o bom rendimento desde que assumiu o Flamengo em maio de 2016. Os números mostram isso, com mais de 60% de aproveitamento.
Veja:
Em 2016 o Flamengo disputou o título do Brasileirão até as últimas rodadas, conquistando, sem maiores percalços a vaga da Libertadores. A terceira colocação ficou bem acima do rendimento de anos anteriores, quando o Flamengo chegava a reta final do campeonato lutando para não cair.
É bem verdade que houve alto investimento, com contratações de pesos como Diego, Everton Ribeiro, Berrío, entre outros. No entanto, quem conhece um pouco de futebol e observa além da paixão exacerbada, sabe que no esporte coletivo o título não virá no momento seguinte da formação de uma equipe, mas sim em médio ou longo prazo.
Em 2017, o Flamengo foi campeão carioca invicto, com melhor ataque e defesa e o artilheiro da competição, Paolo Guerrero. Está na semifinal da Copa do Brasil, praticamente classificado para as oitavas da Sul-Americana e classificado na Primeira Liga.
O fracasso da Libertadores e o momento instável no Brasileirão não devem apagar os números positivos, embora a dor da desclassificação na competição continental ainda esteja bem presente, e as derrotas recentes inflamem ainda mais o sentimento de revolta.
Segundo ponto – Não existe disponível no mercado um técnico de futebol com melhor rendimento do que Zé Ricardo.
Vamos aos nomes: Roger Machado, Eduardo Baptista, Ney Franco, Joel Santana, Argel Fuks, Jorginho, Galo, Cristóvão Borges, entre outros de menor prestígio.
Observe que nenhum deles, nenhum mesmo, tem capacidade superior a Zé Ricardo. No máximo, no máximo, Roger Machado se iguala em nível.
Entendemos que a diretoria do Flamengo não suportou a pressão da torcida e de setores da imprensa. Sabia que a Gávea estava prestes a se tornar um ‘caldeirão do diabo’ e que a situação estava saindo do controle. Por isso, abriu mão do trabalho a longo prazo, que certamente surtiria os efeitos positivos, e agora aposta numa solução de ocasião, no imediatismo, que pode dá certo ou não.
A única coisa boa que restou, reconheça-se, é que Zé Ricardo sai na certeza de que as portas da Gávea não se fecharam para ele.
E que um dia ele pode voltar ao seu clube de coração.
Coisas do futebol.
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