PLata, Arrascaeta, Samuel Lino e Pulgar comemoram vitFlamengo
Por Thiago Lima — ge
De novo em um Maracanã lotado, diante de uma nova retranca armada por um argentino (coincidentemente um ex-técnico do Estudiantes). Mas desta vez o Flamengo saiu feliz. Quatro dias depois de não conseguir furar a forte marcação hermana e ser eliminado na semifinal da Libertadores, o Flamengo deu a resposta rápida que precisava na noite de segunda-feira: virada por 3 a 2 sobre o Atlético-MG e liderança recuperada no Campeonato Brasileiro.
Venceu. Mas convenceu? Nos números, foi um massacre: 66% de posse de bola (chegou a bater 73%); 26 finalizações contra só quatro; 14 escanteios a zero; 856 passes contra 342; nove chances de gol rubro-negras e quatro do atleticanas. Porém, nesse jogo é preciso olhar um tempo de cada vez.
Scout - Flamengo x Atlético-MG
| Quesito | Flamengo | Atlético-MG |
| Posse de bola | 66% | 24% |
| Finalizações (certas) | 26 (9) | 4 (3) |
| Chances de gol* | 9 | 4 |
| Passes (precisão) | 856 (88%) | 342 (79%) |
| Desarmes | 16 | 31 |
| Faltas | 9 | 15 |
| Escanteios | 14 | 0 |
| Impedimentos | 0 | 3 |
Fonte: ge (*leitura do autor)
Os primeiros 45 minutos, sim, lembraram a melhor versão que o Flamengo de Leonardo Jardim já mostrou ao longo da temporada, mesmo saindo atrás do placar. Com a bola, agressivo e intenso desde o início, com muita flutuação nas peças da frente. Sem ela, pressão na saída de bola adversária e marcação alta em todas as linhas para dar botes. Resultado disso é o mapa de calor no intervalo mostrando o time rubro-negro inteiro no ataque.
Bernard abriu o placar no primeiro contra-ataque do Atlético-MG, nas costas de Alex Sandro e Léo Pereira, que errou o bote no meio campo. O Flamengo, que já tinha tido uma chance com Pedro dividindo com o goleiro Delfim no primeiro minuto, martelou até empatar em um gol sem querer de Plata, num cruzamento para a área aos 33. Antes, Pedro e Pulgar perderam ótimas chances de cabeça. Arrascaeta virou aos 40, em linda jogada individual, e quase fez o terceiro cinco minutos depois, em chute defendido na área.
Veio o segundo tempo, e o ritmo rubro-negro caiu drasticamente. Arrascaeta até teve mais uma chance aos sete, mas furou após cruzamento de Léo Pereira. Léo Ortiz, aos 18, e Bruno Henrique, aos 27, desperdiçaram ótimas oportunidades de cabeça. E o Atlético-MG, que buscou o empate aos 14, aos poucos foi tomando as rédeas do jogo, a partir das substituições. Já as alterações de Jardim, na tentativa de oxigenar o time, não surtiram efeito. Na verdade, pioraram a equipe.
O Flamengo ficou espaçado, desconexo, tendo que apelar para os chuveirinhos. Num deles, Léo Pereira, que no desespero virou atacante, sofreu o pênalti de Renan Lodi. Mesmo com Paquetá e Bruno Henrique em campo, Carrascal chamou a responsabilidade e bateu com muita categoria para garantir a vitória rubro-negra no último minuto. Aliás, essa baita qualidade na cobrança mostra que foi um erro ter tirado o colombiano antes da disputa por pênaltis contra o Estudiantes.
E a torcida deu um show à parte, empurrando o time mesmo após sofrer os gols. Não houve protestos no reencontro pós-eliminação da Libertadores, mas teve vaias para Jardim antes do jogo e a faixa "Brasileiro é obrigação" atrás do gol na Norte. Com a vitória, o Flamengo foi a 70 pontos, um à frente do Palmeiras. Agora, terá um clássico pela frente na quinta-feira, às 20h (de Brasília), contra o Vasco no Nilton Santos. O elenco se reapresenta no fim da manhã desta terça no Ninho do Urubu.
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Faixa de "Brasileiro é obrigação" na torcida do Flamengo após queda na Libertadores — Foto: Reprosução / sportv
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