Domingo, 14 de June de 2026

Postado às 17h00 | 14 Jun 2026 | redação Bap diz que "não basta querer" Luiz Henrique e Danilo e lembra busca por Arias

Crédito da foto: Reprodução Luiz Henrique em lance de Brasil 1 x 1 Marrocos

Por Redação do ge

Flamengo está de olho no mercado em busca por reforços para o segundo semestre e não esconde que tem Luiz Henrique, do Zenit, e Danilo, do Botafogo, no radar. No entanto, o presidente do clube, Bap, afirmou que as negociações não seriam simples, além de muito caras. Ambos esperam propostas do futebol europeu com a vitrine da Copa do Mundo com a seleção brasileira.

— Como torcedor e apreciador de futebol, não tenho a menor dúvida de que são jogadores que agregariam ao Flamengo, mas a que custo? A que preço? E será que querem vir para cá agora? Posso afirmar que um deles quer jogar na Inglaterra. O que ele vai ganhar lá é parecido com o que eu pagaria no Brasil. Como é que você faz o jogador que quer ir para a Inglaterra vir jogar no Brasil? Não tem como. Façam com que esses jogadores não custem 40, 50 milhões. Não existe clube no Brasil que possa trazer dois, três jogadores na sequência pelo preço do Paquetá. A transação como um todo custou 50 milhões de euros. 25 milhões de euros à vista - explicou.

— Os jogadores querem esperar até o final da Copa para ver se vão se valorizar. Eu vou esperar até 22 de julho, que é quando a janela abre, para trazer um jogador desses? Será que vão estar inteiros? Será que não vão querer 10 dias de férias depois da Copa se o Brasil for longe? Chega no Brasil para jogar em setembro, o que está no Brasil (Danilo) não sabemos o que ele quer... tem uma série de variáveis. São excepcionais, tem mais um ou dois excepcionais que olhamos. O Luiz Henrique está no nosso radar há dois anos. Como tem outros que não anunciamos, o Danilo é outro caso. Quando dizem que o Danilo vai para o Palmeiras... será que vai? - completou, em entrevista ao Charla Podcast.

Bap ainda falou sobre a tentativa do Flamengo de contratar Jhon Arias antes de o jogador fechar com o Palmeiras. O clube fez proposta de 22 milhões de euros (R$ 136 milhões na época), mas o atacante se recusou a jogar no rival do Fluminense.

— O Jhon Arias não veio para o Flamengo por decisão familiar do atleta. O Flamengo tentou demais. Não sei o que o Palmeiras tem vontade ou deseja, mas se gostamos do Luiz Henrique e do Danilo, quando olhamos para o elenco do Palmeiras, por que eles não veriam a mesma coisa que nós? Encaixariam bem no Cruzeiro, no São Paulo, no Fluminense... em qualquer time da América do Sul. Não basta querer.

O presidente rubro-negro também saiu em defesa de Rossi. O goleiro terminou a primeira metade da temporada em um momento de questionamentos por parte da torcida. Apesar disso, o argentino ainda conta com o respaldo e apoio do técnico Leonardo Jardim. Mesmo com o jogador visado por outros clubes na janela de transferências, Flamengo não tem a intenção de negocia-lo neste momento.

— Para disputar tudo o elenco do Flamengo tem que ter 33 jogadores. Dentro disso, você está sempre olhando possibilidades. O Rossi é um profissional excepcional e um ótimo goleiro. Gostamos dele como profissional e como pessoa. Se for julgar cada jogador por um momento, o Zico seria crucificado pelo pênalti que perdeu contra a França. Será que é só o Rossi que é culpado? Quando ganha é o time, quando perde é um culpado? Não vemos dessa forma. Todos nós temos nossos momentos. Estamos muito felizes com o Rossi. Ajustamos o salário dele há pouco tempo de maneira espontânea, por mérito - disse.

Flamengo já estabeleceu as prioridades na janela de transferências e tem como principais alvos um meio-campo e um centroavante, além de observar opções para a lateral-esquerda. O clube, inclusive, consultou a situação de Thiago Almada. Bap falou sobre a busca do departamento de futebol e lembrou uma negociação recente.

— Não tem um único dia do Flamengo que a gente não discuta, avalie posições, sucessão, o que vai acontecer em seis meses, um ano. Uma análise por posições. Estamos sempre olhando. Pelo elenco que temos, chegamos em um nível que não queremos um reforço, queremos o reforço. Ele tem que estar disponível, o clube tem que querer negociar, ele tem que querer jogar aqui, tem que casar o seu momento com a janela e a intenção dele. Tem uma série de variáveis - comentou.

— Tem um jogador de destaque que surge como oportunidade. Houve um super jogador de nível altíssimo. Há 30, 40 dias me disseram que ele considerava sair da Europa e jogar na América do Sul. E se fosse, só teriam dois clubes que ele jogaria, entre eles o Flamengo. Ficamos animados, uma semana de avaliação, pensamos em um projeto de marketing. Aí aparece um amigo de turbante, bota um caminhão de dinheiro na frente dele e o cara passa a estação de trem da América do Sul e vai embora - finalizou.

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