Segunda-Feira, 04 de May de 2026

Postado às 09h15 | 04 May 2026 | redação Vasco, de Renato Gaúcho, é recompensado por luta até o fim em clássico

Crédito da foto: André Durão Puma e Hugo Moura pegam a bola na rede após o gol de Robert Renan

Por Bruno Murito — ge

Vasco perdia por 2 a 0 por erros individuais no Maracanã, mas se manteve equilibrado até o fim para buscar o empate contra o Flamengo, neste domingo. E conseguiu. A luta do time foi recompensada com o gol de Hugo Moura no último lance da partida, que decretou a igualdade por 2 a 2 no placar, em um clássico em que os vascaínos não mereceram perder.

O empate teve sabor de vitória, segundo Renato Gaúcho. É importante seguir pontuando no Brasileirão, principalmente contra um rival que disputará o título da competição. Mas, com mais contundência na frente e menos erros infantis na defesa, o Vasco poderia ter vencido o clássico e encerrado o jejum contra o rival.

A escalação de Renato Gaúcho para o início da partida pegou muita gente de surpresa. A ideia era ter um time mais fresco e forte fisicamente no ataque — com David, Brenner e Puma (improvisado), mas não deu muito certo, em parte por uma atuação ruim de Brenner, que foi o pior do Vasco no jogo. O atacante hesitou em duas finalizações dentro da área e tentou um chute da intermediária esquerda, desperdiçando um contra-ataque de três jogadores vascaínos contra dois rubro-negros.

O Vasco ameaçou o Flamengo no início do primeiro tempo. David e Rojas, muito participativos, criaram boas jogadas, mas o time carecia de um centroavante de maior qualidade. O que foi determinante para o rival, que com Pedro inspirado, soube aproveitar os vacilos de Cuesta e Robert Renan na marcação para abrir o placar.

O time não sentiu o gol e seguiu equilibrado em campo. No fim do primeiro tempo e no início do segundo, a equipe continuou atrás do empate. Mas Paulo Henrique, em lance em que Cuesta também foi mal, cometeu um pênalti infantil, que Jorginho converteu. A partir daí, entra o mérito do Vasco na partida: não desistir do jogo até o fim.

 

Mudanças de Renato e atitude até o fim

O ataque que pede passagem no time titular, Renato só escalou após o segundo gol rubro-negro: Andrés Gómez, preservado por não estar 100%, Spinelli de centroavante e Adson na direita. Com Puma de volta para a lateral, o time do Vasco ficou mais fluido no ataque, com agressividade.

Mas quis o destino que as duas substituições decisivas fossem as últimas: Nuno Moreira e Hugo Moura. O português cobrou o escanteio para Robert Renan diminuir. E Hugo brilhou contra o ex-clube para empatar, em lance em que o Vasco trabalhou bem a bola pela esquerda até encontrar o cruzamento de Cuesta, que se redimiu dos erros na defesa.

Não se sabe como seria o jogo se o Vasco apostasse em Gómez, Adson e Spinelli desde o início, principalmente contra o Flamengo. Mas o impacto do trio, mais fresco, no fim da partida, mostrou que esse ataque deve ser mais utilizado por Renato no Brasileirão. O treinador rodado o elenco nas três competições em busca de um time ideal. Adson, Spinelli, Puma, Rojas e Hugo Moura têm aproveitado as oportunidades, enquanto Brenner, Paulo Henrique, Marino e Tchê Tchê perdem espaço.

Sob o comando de Renato, o Vasco venceu o primeiro, o terceiro e o quarto colocados do Brasileirão. Empatou com o segundo neste domingo. A 13ª posição ainda é herança de um início de campeonato com baixíssimo aproveitamento. Com a consistência apresentada contra as equipes mais fortes, o time pode encostar no pelotão de cima e deixar de olhar para a parte inferior da tabela.

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