Quinta-Feira, 23 de April de 2026

Postado às 07h45 | 13 Apr 2026 | redação Palmeiras passa em branco após dois meses e mostra falta de repertório

Crédito da foto: Marcos Ribolli Gabriel Paulista e Gustavo Gómez disputam bola durante Corinthians e Palmeiras

Por Guilherme Xavier — ge

Frustrante. O empate sem gols do Palmeiras com o Corinthians, no último domingo, na Neo Química Arena, gerou esse sentimento no clube e no torcedor. Clássicos são sempre complicados, mas as circunstâncias que o jogo apresentou pediam um resultado melhor.

O placar zerado mostra bem o que foi a atuação do Verdão. É a primeira vez que a equipe sai sem marcar gols em uma partida desde fevereiro. Faltou repertório para superar o jogo físico do arquirrival, especialmente após as expulsões.

Sim, o Palmeiras teve um jogador a mais desde o primeiro tempo e dois na etapa complementar. Mesmo assim, só veio a pressionar, de fato, o Corinthians nos minutos finais. O momento é de reagrupar e buscar soluções para as próximas partidas, especialmente no ataque.

Não dá para afirmar que o Palmeiras teve sorte nas últimas partidas, mas a "casca" vista na sequência não apareceu contra o Corinthians. Pelo contrário, o time não teve a cabeça fria, tão pedida por Abel Ferreira, para amenizar as pilhas do rival e sair com os três pontos do Dérbi.

E não foi possível questionar sobre a falta de repertório, já que o Palmeiras cancelou a entrevista coletiva após o Dérbi. A decisão funciona como protesto por decisões do STJD e da CBF, que incomodaram diretoria e comissão técnica nos últimos dias. Só os jogadores falaram.

A atuação é passível de críticas, mas não é o fim do mundo. Afinal, o Verdão segue líder do Campeonato Brasileiro e pode ficar com a ponta, também, do Grupo F da Libertadores. É só vencer o Sporting Cristal, nesta quinta-feira, às 19h. O mando será do Palmeiras.

Foram seis desfalques na partida contra o Corinthians. Vitor Roque e Paulinho seguem fora, Jefté e Piquerez estão entregues ao departamento médico, enquanto Arias e Abel Ferreira estavam suspensos. A ausência do colombiano e do português foram as mais sentidas.

Para substituir Arias, a comissão técnica promoveu a entrada de Ramón Sosa, destaque na estreia da Libertadores. Não faltou luta ao paraguaio, mas, ao contrário do que foi apresentado em Cartagena, ele não conseguiu levar o mesmo perigo.

Ter Abel Ferreira no banco de reservas também teria sido importante, especialmente em um jogo tenso e brigado, como se desenhou na Neo Química Arena. O Palmeiras acabou sendo passivo demais.

Outra mudança com relação às últimas partidas foi a entrada de Khellven como titular, na vaga de Arthur. Destro, o lateral jogou improvisado na esquerda, não comprometeu e surge como opção para a sequência, já que Piquerez e Jefté estão lesionados.

Tendo um jogador já no primeiro tempo, o Verdão poderia ter voltado dos vestiários com mudanças, mas ofensivo. Maurício até ficou mais livre para atacar e obrigou Hugo Souza a fazer boas defesas, mas não o suficiente para mudar o resultado.

Todas as finalizações do Palmeiras no jogo foram no segundo tempo, quando a equipe tinha a vantagem numérica. Antes disso, a equipe se viu engessada, assim como contra o Junior Barranquilla, na Libertadores. As mudanças até oxigenaram o time, mas a falta de pontaria (e repertório) mantiveram o zero no placar.

Nem os 68% de posse de bola ajudaram. Durante o princípio de pressão, a defesa se desconcentrou e, se não fosse por Carlos Miguel, poderia até perder perdido em Itaquera. O goleiro fez grande defesa, cara a cara com Yuri Alberto, e evitou "meio gol" nas estatísticas avançadas. Além dele, Andreas Pereira e Murilo se salvaram.

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