Máquinas na áreas do velho Estádio Manoel Leonardo Nogueira
Marcos Santos – Jornal de Fato
Máquinas e operários já começaram a montar o canteiro de obras do novo complexo da Arena Nogueirão. A estrutura será erguida no mesmo espaço do antigo Estádio Manoel Leonardo Nogueira, localizado no bairro Nova Betânia, marcando o início de um dos maiores projetos de infraestrutura esportiva da cidade.
A obra foi viabilizada por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), oficializada nesta segunda-feira, 23, entre a Prefeitura de Mossoró e o empresário mossoroense Júnior Rebouças. A execução ficará sob responsabilidade da Nacional Incorporadora e Construtora LTDA, vencedora do processo licitatório já homologado pelo município.
De acordo com o projeto, a Arena Nogueirão terá perfil multiuso e prazo estimado de 36 meses para conclusão. O estádio contará com capacidade para 15.200 pessoas e será apto a receber eventos esportivos, culturais e empresariais. A estrutura incluirá camarotes, área premium, cabines de imprensa, estúdios de TV, museu do esporte e setores com acessibilidade.
Além da arena, o projeto prevê a utilização da outra metade do terreno para a construção de um novo empreendimento comercial. No local, será instalada uma unidade do Supermercado Rebouças, além de um shopping e um Centro de Convenções no segundo piso. O complexo contará ainda com estacionamento com capacidade para 1.500 veículos.
O investimento total estimado é de R$ 215 milhões. Como contrapartida, o grupo empresarial terá o direito de explorar a área pelos próximos 35 anos.
Integrado ao projeto, também será construído o novo Centro Administrativo Municipal. O equipamento reunirá serviços públicos em uma ampla estrutura, que será erguida em uma área da Avenida Rio Branco, no bairro Santo Antônio. A obra faz parte da permuta de uma parcela do atual terreno do estádio, por meio de uma Parceria Público-Privada.
IMPASSE JUDICIAL
Apesar do início das obras, o espaço do Nogueirão enfrenta questionamentos na Justiça. A Liga Desportiva Mossoroense (LDM) informou que pretende ingressar com uma ação solicitando o embargo da obra até a resolução definitiva do caso.
A entidade alega que o processo de reversão do terreno do estádio para o município ocorreu de forma irregular, resultando na municipalização em março de 2021.
Por isso, reivindica o controle da área. A ação tramita na Vara da Fazenda Pública desde setembro de 2024.
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