Estádio Fião, no município de Serra do Mel
Por Marcos Santos / Jornal de Fato
A diretoria do Potiguar vive uma verdadeira corrida contra o relógio para adequar o Estádio Fião, em Serra do Mel, às exigências da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) e garantir que o clube possa mandar seus jogos no Campeonato Estadual 2026, que começará em um mês. Atualmente, o estádio tem capacidade para 812 torcedores — abaixo do mínimo de 1.000 lugares determinado pela entidade.
Para cumprir o requisito, o clube trabalha com duas alternativas: construir um camarote que amplie a capacidade total ou instalar uma arquibancada móvel. Mas os desafios vão além da parte estrutural. A readequação do Fião exige a renovação de uma série de documentos técnicos e certificados, entre eles um novo laudo de engenharia, a elaboração do As-Built do AVCB, um novo laudo do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e a emissão do Alvará de Funcionamento.
O serviço está a cargo da Ecosafety Engenharia de Incêndio, empresa contratada para conduzir todas as etapas técnicas. O As-Built do AVCB reúne documentos que registram a edificação tal como ela foi construída, incluindo eventuais alterações elétricas, hidráulicas e estruturais em relação ao projeto original — etapa essencial para obter o Atestado de Vistoria do Corpo de Bombeiros. Já o laudo do SPDA certifica o funcionamento adequado do sistema de para-raios, exigência obrigatória para a liberação do estádio.
O custo total do processo varia entre R$ 30 mil e R$ 50 mil, dependendo da solução escolhida para atingir a capacidade mínima. Segundo o presidente alvirrubro, Jeronimo Jales, o clube trabalha sob forte pressão de tempo. “São muitas demandas, estamos correndo o quanto antes para dar tempo de iniciar o campeonato jogando em Serra do Mel”, afirmou.
A situação se agrava porque, sem o Nogueirão, o Potiguar é obrigado a buscar alternativas fora de Mossoró — o que torna a operação do clube mais onerosa e prejudica sua logística. O estádio municipal está fechado e sem uso há quase 700 dias, em razão do abandono pela gestão municipal, impactando diretamente o futebol mossoroense e deixando o Potiguar sem sua tradicional casa pelo terceiro ano consecutivo.
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