Derrota para o Itabaiana decretou rebaixamento
O presidente do ABC, Eduardo Machado, afastou qualquer possibilidade de renunciar ao cargo durante entrevista coletiva concedida na tarde desta segunda-feira, 1º de setembro. Este foi seu primeiro pronunciamento público após o rebaixamento do clube à Série D do Campeonato Brasileiro. "Fui eleito para um mandato de três anos, e não de oito meses", declarou Machado, reiterando sua permanência no comando do clube apesar da pressão e do momento difícil.
O rebaixamento do ABC à última divisão nacional foi confirmado no último sábado, 30, após derrota por 1 a 0 para o Itabaiana, em pleno Frasqueirão.
Durante a coletiva, Eduardo Machado fez um balanço dos últimos anos do clube e defendeu a necessidade de discutir mudanças estruturais profundas, incluindo a possibilidade de transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
"O ABC neste século já teve sete rebaixamentos. Será que todos os ex-presidentes que passaram por aqui são incompetentes ou mal-intencionados? Ou será que chegou o momento de discutirmos o modelo de gestão, o modelo político e a estrutura do ABC Futebol Clube?", questionou.
Apesar de citar a SAF como tema para reflexão, modelo adotado recentemente pelo rival América, o presidente evitou cravar que este deva ser o caminho inevitável para o clube, mas reforçou que o atual formato se mostra ineficaz.
"Os problemas do ABC não começaram quando eu assumi a presidência. E eles também não vão acabar se eu permanecer ou em 2027, quando meu mandato terminar, se a gente não repensar o modelo de clube. Esse modelo, infelizmente, está fadado ao insucesso. Quem está dizendo isso não sou apenas eu, são os resultados das últimas temporadas", completou.
INÍCIO CONTURBADO
Em sua avaliação sobre os fracassos da temporada, a primeira sob sua gestão, Eduardo Machado destacou o início turbulento do trabalho. Quando assumiu a presidência, o clube tinha menos de um mês até a estreia oficial de 2025 — pela pré-Copa do Nordeste — quando foi eliminado pelo Maracanã-CE, também no Frasqueirão.
"Talvez o grande problema da nossa gestão, que teve um início muito conturbado, tenha sido justamente o tempo. Tivemos um planejamento muito escasso. E, querendo ou não, a falta de resultados em campo acaba interferindo diretamente no dia a dia do clube", analisou.
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