Bruno Pivetti, técnico do sub-20 do Flamengo
Por ge
A garotada do Flamengo orgulhou mais uma vez a torcida rubro-negra na tarde de sábado no Maracanã com a conquista do bicampeonato do Intercontinental sub-20, diante do Barcelona nos pênaltis. E coube a um paulista de 41 anos conduzir os meninos a mais um título mundial.
Em pouco mais de um mês de trabalho, Bruno Pivetti usou a bagagem que construiu com conquistas em Estaduais importantes no profissional nos últimos anos para dar sequência à trajetória vitoriosa dele e da base do Flamengo, que coleciona mais uma taça para a galeria.
O ge conta quem é o treinador, que nasceu em Campinas, foi auxiliar em times importantes como Athletico-PR e Vitória, ganhou troféus Brasil afora durante o desenvolvimento profissional dele e se autodefiniu como dono de um estilo parecido ao de Filipe Luís, técnico do time principal.
Taças em estaduais como credenciais
Pivetti chegou ao Flamengo no começo de julho para substituir o português Nuno Campos, credenciado por uma conquista recente, a maior dele na carreira. O treinador, que já havia trabalhado no Paraná como auxiliar do Furacão, voltou ao estado para trabalhar no Operário-PR, que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.
O paulista comandou o Fantasma no segundo título do clube na história do Campeonato Paranaense, ao bater o Maringá na decisão estadual nos pênaltis.
A conquista no Sul está longe de ter sido a primeira de Bruno Pivetti na carreira. O treinador já havia conduzido trabalhos a canecos importantes no Nordeste e no Sudeste.
Após começar a carreira como auxiliar técnico, com passagens por Osasco Audax, Athletico-PR, Ferroviária e Vitória, Bruno Pivetti teve as primeiras experiências como treinador do profissional nas equipes de Araraquara e de Salvador.
Depois disso, surgiu a oportunidade para o treinador trabalhar no Tombense, clube-empresa de Minas Gerais, que é gerido pelos empresários Eduardo Uram e Lane Gaviolle, sócios na empresa Brazil Soccer, que agencia a carreira de atletas.
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Bruno Pivetti com o troféu da Recopa Mineira 2021, conquistado pelo — Foto: Victor Souza/Tombense
Pivetti não decepcionou e conquistou duas taças no comando do Gavião Carcará. A primeira veio logo na estreia da temporada 2021, quando o time venceu o Uberlândia e conquistou a Recopa Mineira, jogo disputado entre os campeões do Mineiro do Interior e do Troféu Inconfidência no ano anterior.
Embalado pela taça e por bons resultados, o Tombense de Pivetti fez um bom Campeonato Mineiro, se classificou para as semifinais e conquistou o Mineiro do Interior pelo segundo ano consecutivo.
A trajetória em Minas Gerais chamou atenção de um grande clube do Nordeste. O CSA, que acabara de perder Mozart para a Chapecoense, precisou se movimentar no mercado e viu em Bruno Pivetti o substituto ideal para a sequência temporada.
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Bruno foi campeão alagoano pelo CSA — Foto: Augusto Oliveira/ASCOM CSA
Bruno deixou o Tombense, que foi assumido nas semifinais do Mineiro por Rafael Guanaes, hoje em destaque na Série A pelo Mirassol. Com pouco tempo no comando, Pivetti levou a melhor na final do Campeonato Alagoano diante do CSA e foi campeão pela terceira vez só em 2021.
No entanto, o trabalho na equipe foi irregular e curto. Após um aproveitamento de 38,9% em 12 partidas e uma mau desempenho na Série B do Brasileirão, o técnico foi demitido.
A partir dali, Bruno Pivetti começou a rodar e a acumular ainda mais experiência, como passagens por Villa Nova-MG, Goiás, Chapecoense, Guarani, Náutico, Água Santa e CRB.
Semelhanças com Filipe Luis e rejeição a rótulos
Bruno Pivetti foi apresentado no Rubro-Negro no dia 14 de julho e, pouco mais de um mês depois, levou o time ao bicampeonato do Intercontinental sub-20 após a vitória diante do Barcelona.
Apesar de jovem,, o treinador de 41 anos acumulou experiência nos últimos anos como técnico e mostrou personalidade na chegada ao time carioca.
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Pivetti chegou ao Flamengo em julho de 2025 — Foto: Letícia Marques/ge
Apesar de não gostar de rótulos, Pivetti considera que tem um estilo semelhante ao de Filipe Luís, técnico da equipe principal. Na visão do treinador da base, dita em entrevista coletiva durante a apresentação, existe uma “diretriz comum” entre ele e Filipe.
— Tenho um modelo de jogo muito parecido com o do Filipe. Já é um indicador da seriedade do projeto. Temos a dinâmica do jogo posicional, a pressão na bola sendo um dos fatores inegociáveis, uma marcação zonal e pressionante. Dentro do contexto, guardamos nossas particularidades e ideia de jogo, seguindo as características dos jogadores. Mas temos uma diretriz comum para que a gente garanta variação no processo de formação, mas que eles sigam uma lógica de jogo coerente, para que o processo de transição seja facilitada e a gente possa promover jogadores capazes de atender as demandas do profissional — disse, à época.
“Sou avesso a qualquer rótulo. Me considero um treinador profissional e estou no Sub-20 do Flamengo, que é uma categoria formada com todos os jogadores com contrato profissional. Jogadores de muita qualidade, mas que temos que trabalhar pontualmente algumas situações de ordem tática, técnica e mental, para controlar as expectativas, para poder contribuir para a revelação desses talentos no futebol profissional, para que o Flamengo tenha o retorno técnico do investimento que faz na base”.
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Flamengo bicampeão mundial Sub-20 — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
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